A menina agradável

Agradável, menina, meu, fantasia, cabelos - faça o download dessa imagem royalty free Vetor em segundos. Náo é necessário membresia. Baixe estas Foto grátis sobre Menina agradável nos vidros que levanta no estúdio, e descubra mais de 6 Milhão de fotos de arquivo profissionais no Freepik Baixe fotos Menina agradável se sentado na cadeira, isolada no branco de 78212498 sem royalties da coleção do Depositphotos de milhões de fotos, imagens vetoriais e ilustrações premium de alta resolução. Agradável, menina, dançar, jovem, modernos, danças - faça o download dessa imagem royalty free Banco de fotos em segundos. Náo é necessário membresia. Encontre imagens stock de Uma menina agradável gosta de manhã em HD e milhões de outras fotos, ilustrações e imagens vetoriais livres de direitos na coleção da Shutterstock. Milhares de fotos novas de alta qualidade são adicionadas todos os dias. Menina agradável. Menina agradável. Mãe e sua filha. Menina bonita. Delia concentrou-se. Menina adorável pequena em uma prancha no. Mais imagens de stock similares. Retrato de uma menina bonita. Menina bonita em um vestido branco que levanta na grama. Menina bonita no chapéu do vestido e da praia. menina, com, agradável, cabelos, de, meu, fantasia Clipart - Fotosearch Enhanced. k13556453 Fotosearch Banco de Imagens te ajuda encontrar a foto perfeita, rapidamente! Nosso mecanismo de busca possui 60.800.000 fotografias royalty free e 343.000 vídeos digitais, vídeo clipes, imagens de vetores clipart, fotos clipart, gráficos de planos de fundo, ilustrações médicas e mapas.

vale a pena?

2020.10.07 06:01 contadescartavel12 vale a pena?

[aviso de textão]
Primeiramente boa noite a todos que se dispuseram a ler. Prazer, sou um rapaz de 20 anos que já perdeu o amor na vida a muito tempo.
Talvez eu tenha depressão desde os 13 anos ou antes, depois de tanto tempo já deixei de sentir tristeza profunda, agora todos os meus dias são só vazios e sem esperança. Durante a minha adolescência o que me mantinha de pé era me embriagar até desmaiar e um tempo mais tarde foi os alucinógenos que me davam alguma alegria, nunca fui viciado em nada disso, mas nunca fiz um uso consciente tanto do álcool quanto do LSD. A única certeza que eu tinha é que eu tinha que morrer antes dos 18, fui fraco, não foi por medo nem nada, eu sou ateu desde que me entendo por gente então a única coisa que eu tenho certeza na vida é que o suicídio é a porta de saída de toda essa merda, porém não o fiz, ainda não entendi o motivo disso.
Não sei como nem o porquê deixei eu chegar nesse estado em que me encontro, hoje me sinto mais sozinho que nunca, não existe ninguém nesse mundo em quem eu possa me apoiar, dai vem o questionamento do título: vale a pena viver uma vida sem esperança, sonhos e alegria?
Sobre família:
Durante muito tempo senti muito ódio dos meus pais e parentes, odeio eles com todas as minhas forças, mas hoje é mais um sentimento de desprezo. Meu pai foi ausente toda a minha vida, ele aparecia uma vez por semana completamente por obrigação social e para mostrar pros outros que ele ainda tinha o mínimo de ombridade, então ele sempre foi um nada pra mim. Minha mãe me teve de uma gravidez acidental e imagino eu ela tem na cabeça dela que eu tirei os anos de ouro da vida dela, então ela me odeia e o sentimento é recíproco. Nunca houve nada muito grave para odiar eles, mas mesmo assim tenho meus motivos e acho que não cabe aqui me apegar a muitos detalhes.
Sobre amigos:
Durante a escola eu sempre fui muito comunicativo com as pessoas, pelo menos na minha visão acredito que se perguntarem para qualquer colega das escolas que estudei vão falar que sou uma pessoa muito engraçada e legal de conversar, mesmo sendo essa pessoa agradável acho que posso ser considerado o "invisível". Eu acredito piamente que as pessoas gostavam de mim, mas ninguém lembrava de mim, sempre me convidavam por dó para fazer as coisas ou sair com os outros, nunca fiz parte de um grupo, sempre fui o excluído mesmo quanto tentava me enturmar mais. Eu podia conversar todo dia o dia todo com a pessoa e mesmo assim fora da escola eu nunca era mais que um colega. Hoje posso dizer que me restaram 2 "colegas" que não posso afirmar que continuaram a lembrarem de mim por muito tempo.
Sobre relacionamentos:
Já adianto que não estou nem perto do padrão de beleza, sou só uma pessoa nada demais. Nunca namorei nem mesmo fiquei serio com alguém, já fiquei com algumas meninas mas na muito além disso. Talvez eu possa ser considerado demissexual, mas não tenho certeza disso, por não me interessar por sexo e buscar a mulher certa para amar e ser amado, sempre fui chamado de "viado", o que fez um estrago muito grande na minha cabeça e na época me fazia perder completamente minha autoestima.
Nessa época no meio de tudo isso passando pela minha cabeça fui usado por uma menina que queria fazer vingança pro ex namorado dela que era um dos meus melhores amigos (só pra esclarecer, ela armou tudo, esperou eu ter bebido uma garrafa toda de destilado para poder ficar comigo e ter alguma prova pra esfregar na cara do ex dela. Ela fez isso com pelo menos mais 3 pessoas.). O resultado disso foi eu recebendo chantagem psicológica por alguns meses enquanto eu tinha que abaixar a cabeça pra essa pessoa. Isso mexeu muito comigo na época, eu sentia muita culpa e nojo de mim mesmo.
No mesmo ano que isso aconteceu eu me apaixonei por uma colega de classe do cursinho, ela me tirou completamente do fundo do posso que eu estava. Nós andávamos juntos o tempo todo, almoçamos juntos, assistíamos aulas juntos, enfim, eramos muito ligados. Chegou um ponto que todo dia vinha alguém perguntar pra mim se a gente estava namorando, eu não tinha nem ficado com ela, estava criando coragem e estava conseguindo superar os traumas do passado para pedir pra ficar com ela. Bom, depois de uma sexta-feira em que foi o dia perfeito de nós dois juntos decidi que segunda sem falta iria tomar coragem e pedir para ficar com ela. No grande dia, ela chaga na sala de aula, dou bom dia e ela senta bem longe de mim, depois desse dia nunca mais ouvi a voz dela. Toda vez que me aproximava ela fingia mexer no celular, se eu perguntava alguma coisa ela fingia que não ouvia, me senti mais uma vez um invisível. Imagine uma pessoa que você gosta e considera muito de um dia para o outro começar a te ignorar, chegou ao ponto de eu sentar na frente dela e dizer exatamente essas palavras "[nome], eu te fiz alguma coisa? Você tá estranha comigo esses dias, eu não sei se eu te chateei com alguma coisa, mas me desculpa do fundo do coração, conversa comigo o que aconteceu que eu prometo que vou consertar." bom ela só abaixou a cabeça e fingiu mexer no celular bloqueado enquanto eu falava e dizia que tava tudo normal e que ela não sabia do que eu tava falando.
Depois disso a vida voltou a não ter brilho de novo, fiquei os últimos meses do cursinho sentado no meu canto sem falar praticamente com ninguém,esse ano passei numa faculdade que vou ter que dar o que não tenho por 6 anos para me formar. Agora só preciso esperar a pandemia acabar para começar a faculdade, ou seja estou a quase um ano dentro de casa esperando e pensando muito sobre a vida... eu sei que tem gente com muito mais problema que eu, mas eu cheguei a conclusão que não vale mais a pena... acho que meu eu de 5 anos a traz tinha toda a razão...
submitted by contadescartavel12 to desabafos [link] [comments]


2020.08.24 03:06 zephrot Diário de uma queda

Meu primeiro conto senão me engano, 8 anos atrás, resolvi revisar e mudar ele, masss antes disso quis postar a versão antiga antes da nova surgir, acho que é o certo a se fazer, espero que você ache minimamente interessante. :)

"Você é puro? Livre de pecados? Pronto para estar perto do nosso e único Deus? Se sim, zephyr É seu lugar"

Essa frase foi lançada desde o dia 1 de zephyr, uma bela mentira lançada para encobrir uma cidade podre por dentro, o que supostamente seria um templo no céu se tornou o túmulo de muitos, fora da casa em que me encontro ouço os sons de tiros e gritos, resultados da revolta contra o profeta, o cheiro de sangue invade pela janela, a cada poucos segundos ouço gotas de sangue e gemidos vindo de Arthas, o desgraçado demora pra morrer.
Não que isso seja ruim, demorei 10 anos para encontrar e matar o filho da puta, e ainda não me sinto satisfeito, não depois do que fizeram com minha família.
Dizem que acordar com uma visão do céu e sinal de boa sorte… creio que se isso fosse verdade eu teria sorte por toda minha vida.
Crescer nas nuvens teve suas alegrias, momentos perfeitos naquela cidade utópica criada pelos ideais de um fanático, uma cidade livre de pecadores, livre de raças inferiores, ali nos estávamos perto de Deus e ele perto de nos. Zephyr era seu nome, a joia do céu, a cidade livre de pecados, sua historia de origem? Bom, a real historia eu fui descobrir depois de muito tempo, mas a versão que nos era contada por nossos pais era a seguinte:
"Décadas atrás, quando o mundo estava perdido em guerra, uma criança nasceu em meio ao caos, uma criança que viria a ser nosso profeta, aquele que fundou nossa joia, nossa Zephyr. Sua infância perdida em meio a violência, se fez homem cedo e buscou em Deus refugio, e nosso amado Deus não deixaria tal criança sofrer em vão, a essa mesma criança foram dadas visões, visões na quais se via Zephyr. já como jovem iniciou a busca pela terra prometida ate se dar conta de que ele seria aquele que iria construi-la. E assim ele achou a entidade, o espírito do oeste, aquele que nos mantém no ar"
Se você achou vago, não se assuste, ele fez de tudo para deixar a narrativa aceitável, talvez tenha falhado em deixar convincente porem mesmo assim todos aqueles em Zephyr eram fiéis ao seu profeta... Pelo menos ele assim pensava. A historia não esta totalmente errada, na época como criança eu mesmo acreditava e orava pelo profeta, mas me perdoem, eu era tolo, e como tolo eu errei.
Com amor: Donnie
O cotidiano da minha infância seguia uma rotina bem simples, durante a semana aulas do começo da manha ate o fim da tarde, sábado passeios ocasionais com colegas de classe, aos domingos sempre tínhamos a santa missa, a qual todos os moradores de Zephyr eram obrigados a ir, isso resume minha vida desde os 8 aos 15 anos, mas uma hora ou outra a realidade bate em nossa porta.
Dia 30 de julho sempre foi uma data especial em minha casa já que marcava tanto o casamento de meus pais quanto o aniversario de minha irmã, Angie, ela era a nossa luz de cada dia, não importava o que acontecesse ela sempre sorria, sempre nos alegrava. Meu nome é Donnie, junto com Angie e meus pais Magnus e Cristine nos éramos a família Carter, uma família até que bem respeitada em nossa cidade, meu pai sendo um conhecido arquiteto e minha mãe uma dona de casa muito conhecida por seus doces, éramos em geral uma família feliz que ate esse ponto não tinha sido tocada por aquilo que Zephyr escondia.
Nossa cidade tinha uma ligação com o mundo terrestre graças aos dirigíveis, e logo abaixo de Zephyr havia uma pequena ilha onde ficava um terminal de abastecimento para nossos meios de locomoção além de uma pequena praia onde famílias podiam ir visitar e passar uma tarde agradável na areia ou no mar, contudo esse era o limite que o Profeta nos deu, qualquer contado maior com o povo da superfície podia nos influenciar no caminho do pecado, entretanto não era incomum nossa pequena ilha no meio do mar ser visitada por pessoas de grandes países, que são em sua maioria cheios de cidades, as que mais ouvíamos falar quando crianças eram Nova Iorque, Londres, Paris, e de um pequeno pais chamado Cuba, também não era incomum pessoas de cor aparecem por lá, mas logo eram detidas, pois de acordo com o Profeta, Deus marcou os pecadores com cores e características diferentes das nossas para que assim não nos envolvêssemos com o tipo errado de amizade.
Agora que expliquei o que e como funcionava a ilha, voltemos ao ponto em que parei, naquele dia para comemorar seu aniversario Angie quis descer ate a praia, ela amava a agua, desde pequena não gostava quando nossa mãe a tirava da banheira, ela era uma criança tão pura, fazendo seus 12 anos naquele mesmo dia. Como era seu aniversario meus pais não tinham como dizer não, escolhemos o primeiro dirigível das 9 da manha e descemos ate a praia, um detalhe muito importante era a maneira como minha relação com Angie funcionava, não era a típica relação de irmãos onde sempre há brigas, nos sempre apoiamos um ao outro, não importasse o que fosse, era tudo tão lindo ao lado de minha irmã, nosso percurso no ar levou cerca de 10 minutos, a excitação dela era palpável no momento em que ela viu o mar, meus pais como sempre abraçados e sorrindo ao ver o sorriso em seu rosto, pode parecer que meus pais não me davam bola, mas aquele dia era deles e dela, e eu me contentava por vê-los felizes, isso era mais que suficiente para mim, ao desembarcar no hangar de pouso a primeira coisa em nosso campo de visão foram as lojas da ilhas, um verdadeiro parque de diversão para Angie, só não era o mesmo para o bolso do meu pai.
Nossa primeira parada foi o carrinho de sorvete, uma tradição de nossa família toda vez que íamos ate lá. Angie avistou um vestido florido cheio de cores numa loja próxima, creio que ao ver isso a carteira de meu pai já começou a se preparar, devo mencionar que nos não éramos pobres, mas também não ricos como os Lannis ou os Bariens, mas vivíamos bem só que meu pai era mão de vaca mesmo. Creio que não seja necessária uma descrição detalhada de nosso dia na praia, comemos um belo café da manha, meus pai ficaram na areia abraçados enquanto eu e minha irmã estávamos no mar, pouco depois almoçamos ali mesmo na areia, a única parte realmente relevante dessa tarde foi que o capitão da guarda de Zephyr estava por perto e veio nos cumprimentar, seu nome? Arthas Lannis, um membro de uma das famílias mais ricas de zephyr, aquele filha da puta, pode ter demorado mas ele teve o que mereceu. Quando começou a escurecer meus pais decidiram que já era hora de irmos, e assim pegamos o próximo dirigível de volta para nossa cidade nos céus.
Lembram do amor de minha irmã por rosas? Eu não podia deixar isso passar em branco, assim que chegamos em nossa casa, pedi ao meus pais se poderíamos dar uma volta enquanto eles descansavam (eu sabia que eles queriam um tempo a sós) então foi fácil convencer eles, assim que eles liberaram saímos de casa, queria leva-la aos jardim da ilha do cardeal, esse era o bairro onde os membros do culto do Profeta moravam, então tínhamos que entrar as escondidas, mas valia a pena, eu sabia qual seria a reação dela ao ver o mar de rosas vermelhas daquele jardim, atravessamos a ilha onde nosso bairro se encontrava e fomos pela ilha comercial chamada de Lazaro, caso esteja confuso entender nossa cidade era dividida em ilhas flutuantes interligadas por bondinhos ou pontes, existiam dezenas de ilhas com vários tamanhos e utilidades diferentes, mas a mais imponente de todas era a ilha do Iluminado, chamada assim já que seu único habitante era ninguém mais ninguém menos do que o Profeta, entretanto não era permitido perambular perto daquela ilha, e isso nem mesmo eu ousava desobedecer, ao chegar na ponto que ligava Lazaro com Cardeal, tomamos cuidado para que ninguém nos visse e assim adentramos a ilha, ao passar pelo portao rodeado de madressilvas, logo ali na nossa frente, estava o que prometi a Angie, o mar de rosas mais lindo que jamais fora visto, lhe avisei que podia pegar apenas uma rosa para levar de lembrança, ela escolheu uma linda rosa vermelha bem gorda e sem nenhuma mancha. Ali estava ela, em pleno êxtase de animação ao segurar rosa em suas mãos, contudo, a realidade sempre bate em nossa porta não e mesmo? E foi assim que ela bateu na nossa. Um grito não muito longe de onde estávamos no alertou de que algo estava errado, puxei minha irmã pela manga e fui o mais rápido e silencioso possível em direção, esse foi meu primeiro erro, e paguei caro por ele, sem perceber acabei nos levando em direção do grito, ao chegar na intersecção das ilhas, bem em frente da ponte havias uma figura escura mesmo sendo iluminada por um poste, atrás dele um pouco retorcida havia uma criança chorando baixo, três homens carregando armas surgiram na frente do homem escuro, que mais tarde soube que na verdade ele era um afro descendente, o mais chamativo dos três homens que surgiram ira o conhecido Arthas Lannis.
Arrastei Angie comigo para trás de um banco perto da ponte, pensei que fosse ser possível esperar ali ate o que quer que fosse acontecer ali acabasse, esse foi meu segundo erro, mesmo de não muito perto pude ouvir a conversa entre eles:
– Por favor, minha filha e inocente, deixa-a ir – o tom de suplica em sua voz pegou de surpresa.
– A deixar ir? Ela carrega sua cor, a cor de um pecador, pelo bem de Zephyr não posso permitir esse tipo de gente em nossa cidade – quem falou isso? O capitão Arthas em pessoa, cuja frieza soava cortante.
– Meu Deus, protegei seu servo.. – antes dele prosseguir Arthas o acertou com uma coronhada.
– Quem você pensa que e para pronunciar o nome de Deus em vão? Raça imunda – uma segunda coronhada, dessa vez a menina começou a chorar de verdade. – Vão para o inferno, lugar onde o resto da sua raça te encontrara em breve. Guardas..
– Porque? – tanto eu e os guardas não sabiam em que reparar, na pergunta, ou na pessoa que a fez – Porque fazer isso com eles? Ele só esta protegendo ela – lá estava Angie, segurando sua rosa com ambas as mãos na espera de uma resposta;
Arthas foi quem se recuperou antes e disse:
– Vá para casa pequena, você não tem nada a ver isso – não havia cortesia em sua voz, aquilo tinha sido uma ameaça velada, infelizmente Angie não recuou, pelo contrario, enfrentou novamente o capitão se pondo na frente do homem escuro. – bom você não me deixa escolha criança – não havia hesitação em sua voz, ele nem sequer sentiu qualquer remorso – Guardas – lá estava eu paralisado, tanto por medo quanto pela própria cena em si – Apontar – minha voz não saia, nada que eu falasse ou tentasse pelo menos fazia, eu fiquei lá, parado, sem a mínima reação, esse foi meu terceiro erro, nesse meio termo, minha irmã com suas mãozinhas delicadas encaixou sua linda rosa no cano da arma do capitão, e mesmo assim, mesmo diante dessa cena não houve um brilho sequer de piedade em seus olhos, naquela horas eles estavam mais escuros do que nunca – Fogo.
Eu gritei, ao som do comando de Arthas eu gritei, mas voz nenhuma saiu, tudo o que consegui ver, foram pétalas queimadas daquela linda rosa boiando em um pequeno mar de sangue.
submitted by zephrot to u/zephrot [link] [comments]


2020.07.17 02:21 Marack_ TUDO FOI FEITO PELO SOL (Conto)

O escritor despertou com lágrimas nos olhos. Qual teria sido o pesadelo a lhe perturbar? Tentou recordar por alguns segundos enquanto se revirava na cama, mas não tardou a desistir. Jamais lembraria. A sensação de acordar com esse nó na garganta era tão recorrente, porém a reminiscência dos sonhos ruins sempre lhe escapava a consciência. Tinha a intuição que revisitava o mesmo pesadelo todas as noites, mas não conseguia evocar na memória seus flagelos oníricos. Apesar da curiosidade, no fundo achava melhor assim. Que bem lhe faria recordar o amargor na alma? De apavorante, já basta a realidade – pensou, sentindo-se ridículo pelo clichê. Enxugou o rosto no lençol, inspirando profundamente na expectativa dos pulmões se impregnarem de coragem enquanto levantava da cama com a visão ainda embaciada pelo torpor do despertar. Assim que dera o primeiro passo a caminho do banheiro, enroscou o pé em um par de chinelos ali estrategicamente colocados pelo azar, ocasionando um torcilhão no tornozelo que lhe obrigou a acostar uma das mãos no peitoril da janela afim de evitar o nariz quebrado. A outra, aspirando equilíbrio, se agarrou ao blecaute das cortinas – outrora alvas, agora amareladas – permitindo o adentrar de uma faixa de luz externa pelo vidro exposto, o que inundou de vida a imundice de semanas sem limpeza do seu pequeno apartamento. De imediato – tal qual um reflexo reptiliano – sentiu aquele calafrio convulso subindo-lhe a espinha dorsal com a invasão indesejada. Bloqueou como pôde o facho de sol, desabando sobre o assoalho de madeira com a sensação de que o brilho celeste havia sugado dele qualquer resquício de energia. Sempre o tremor incontrolável contiguamente seguido de um aplastamento mental que a inconveniente recordação causava em seu âmago. Há quanto tempo atrás o medo – esse ditador interno inflexível, tomara conta de seu corpo pachorrento? Oito meses? Nove? Dez anos? Apesar da vividez das minudências em sua memória, tinha vaga lembrança da cronologia do passado após o incidente. Tudo parecia-lhe muito nebuloso nesse aspecto, embaralhado como se os dias fossem cartas desordenadas em uma trapaça do jogo da vida. Se falassem para ele que ocorreu há mais de década, faria mesmo sentido quanto contarem que tudo se passara ontem. Além do que, nessa altura pouco importava, a única convicção do escritor era que o trauma aparentava tão enraizado em seu cerne que duraria o resto de sua fugaz existência, tendo o culpado por seu destino já condenado sem direito à apelação: era Hélio, o deus do sol. O problema da sentença é quem cumpria a pena – encarcerado em um apartamento – era ele.
Ainda prostrado no chão, apertando o tornozelo na tentativa de serenar a algia, tendo o dorso apoiado na parede e o crânio pressionado com raiva contra a cortina – como se fosse plausível aplicá-la uma penitência por não ter violado a lei da ação e reação, permitindo a passagem da luz solar – reviveu em recordação o exato recorte em que sua vida seria marcada pelo pavor.

Era solstício de verão segundo a capa do periódico que folheava aquela manhã enquanto bebericava sua xícara de café, hábito que adquiriu desde que mudara para a cidade. Pra ele, o dia só desenrolava depois que virasse a página derradeira do jornal, geralmente coincidindo com o último gole – nessa altura já frio – da bebida matinal. Na reportagem sobre o solstício constava que a Terra, com seu hemisfério sul inclinado em direção ao sol, seria palco do dia mais longo do ano. Esse fato fez o escritor abrir um largo sorriso, feliz pela possibilidade de gastar mais tempo no parque escrevendo antes da lua encerrar o expediente e assumir o papel de protagonista do firmamento.
Abriu a janela para fumar um cigarro – costume recém incorporado ao seu ritual matutino – constatando que realmente era uma manhã demasiada cálida e abafada. O calor não era inquilino comum na região, surpreendendo-o com aquela sauna a céu aberto. Pitou o cigarro até a metade, apagando a brasa no fundo da xícara de café que estava na pia, jogou na mochila o que precisava para escrever e desceu as escadas a passos largos rumo a seu local de inspiração.
Chegando no parque esbaforido pela caminhada, tomou a iniciativa de comprar uma garrafa de água do único ambulante que encontrara sob aquele sol, percebendo que nem a caixa térmica do vendedor conseguia manter a temperatura agradável. – Que calor infernal! – Vociferou o sujeito, assustando o escritor – Parece castigo de Deus!
Pagou o homem e foi em busca de um lugar tranquilo para sentar. Ao se acomodar, apercebeu que não avistara uma única nuvem sequer no céu. O resultado do mormaço implacável era que haviam somente alguns poucos aventureiros no gramado do parque, malgrado esses que lá ainda permaneciam já darem sinais que não tardariam a serem vencidos pelo astro rei. Ele – apesar do suor descendo pelas têmporas, pingando na camisa de linho bege – começava a achar aquele calor propício o suficiente para tirá-lo da inércia criativa e forçá-lo a se concentrar no capítulo final da história que estava escrevendo. Talvez fosse isso que precisava pra sua imaginação aflorar, um delírio causado pelo sol – pensou e sorriu com a imagem que formara na mente enquanto enxugava a transpiração na testa. Essa saga se arrastava por semanas, já havia escrito inúmeros desfechos pro livro, nenhum lhe agradava a ponto de ser coroado. Lembrava que na semana que começou a redigir a trama, rabiscou o arremate perfeito em um dos cadernos de bolso que usava sempre para registrar suas divagações, porém no desenrolar dos capítulos deduziu que sua conclusão careceria pequenos ajustes. Quando enfim chegou o momento de botar o epílogo no papel, releu o rabisco anotado e pareceu-lhe exageradamente piegas. A trama havia tomado outro rumo, não poderia terminar a história com tal desenredo, mas de que maneira concluiria? Tentou diversas proposições, os dias foram passando, nada parecia estar à altura dos capítulos pregressos, até que... Será? Uma centelha de inspiração brilhou durante um dos sonhos naquela noite. Acordara extasiado e lá estava ele no parque cercado de seus cadernos, jurando para si que só regressaria para o apartamento com o ponto final que encerraria o hiato criativo.
Lá pelas tantas, debruçado na grama e em pensamentos, já vislumbrando o êxito enquanto batia intrepidamente nas teclas que davam formas terminativas a sua obra, lhe ocorreu a sensação que o sol parecia estático no céu. Estava ali há quanto tempo? Pelo julgar de sua lembrança, no mínimo quatro horas desde que começou a escrever, o suficiente para o calor dar uma trégua, porém a impressão era que ao invés de esmaecer, a temperatura parecia intensificar. Quando constatou isso, sentiu sede. Abriu a garrafa de água, tomou o primeiro gole, cuspindo o resto que ficara na boca. O líquido estava a ponto de virar gasoso de tão férvido. Despejou o que sobrou na garrafa em sua mão e levou à nuca. Sentia seu pescoço ardendo em brasa, quem sabe a água, ainda que quente, ajudasse a aplacar o calor. Fitou o antebraço com olhar de espanto. Seriam bolhas de queimadura na sua pele? Piscou, mantendo as pálpebras cerradas por alguns instantes. Ao abrir, haviam sumido. Estava delirando? Muito sol na fronte? Obviamente não se sentia bem. Uma ânsia subiu pela sua garganta. Olhou para cima, como se negociasse um armistício com a estrela, porém a única coisa que ganhou com essa súplica fora um raio de sol lhe cegando integralmente a vista. Ao virar a cabeça na tentativa de escapar da claridade ofuscante, foi cúmplice da cena que ficaria cravada nas entranhas e ranhuras do seu cérebro.
A tragédia durou uma fração de segundos, mas para o escritor, o tempo – como já havia lido que ocorria em momentos assim – desacelerou, passando em câmera lenta, quadro por quadro, eternidade comprimida em um instante. Sua visão ainda debilitada pelo clarão estreitou sobre um homem que, cambaleante, dava sinais de estar prestes à desmaiar. Percebeu o contorno da faca na mão do sujeito. O aço da lâmina refletindo o brilho solar enquanto o indivíduo – esvaído de consciência, desfalecia. Caiu com a faca atravessada em seu peito. O sangue tingindo de vermelho a toalha xadrez sob a cesta de piquenine enquanto uma criança que estivera sentada ali todo o tempo soltava um grito choroso que ecoaria perpetuamente pelo silêncio do seu apartamento.
No periódico do dia seguinte deixado sobre o capacho da porta do escritor constava na matéria de capa que, segundo o plantonista presente no local, o falecido sentiu uma síncope devido à insolação, ocasionando o trágico acidente. Na notícia detalhava também a informação que pai e filha estavam comemorando o aniversário atrasado de oito anos da menina. Na última linha citava ainda um cidadão que presenciando o infortúnio, precisou ser internado para observação, pois – atônito – repetia copiosamente que a culpa era do sol.

O escritor enfim levantou-se do chão, percebendo o molde que os pés deixaram na poeira do assoalho. Ficara tempo demais chafurdando as memórias do trauma, o suficiente para embotar a sua constante frágil disposição de seguir com o dia. Sentiu que a manhã passava de maneira arrastada. Observou também que sua existência – assim como a manhã, estava se arrastando. Não via mais razão para continuar seguindo nesse plano. A impressão que tinha é que aquele incidente abriu a fechadura de uma caixa de pandora, liberando inúmeros demônios que estavam espreitando em seu subconsciente. Buscou ajuda médica, tentou diversos medicamentos – legais e ilegais; frequentara várias terapias – baseadas em evidências e alternativas, mas nada parecia surtir efeito duradouro. Algumas tentativas até causavam uma leve melhora no início, mas não tardava a voltar para o fundo do limbo de onde parecia tropegamente estar saindo.
Ligou a televisão procurando uma distração para acelerar a passagem do dia, trocando os canais sem conseguir focar sua atenção em nenhum. Havia perdido essa capacidade também. Foco era um conceito distante, meramente teórico. Mediar a briga entre seu id e superego lhe esgotava o vigor, não restando forças para se concentrar em qualquer outra atividade. A vida agora se resumia em projetos inacabados. Prova cabal disso era seu livro inconcluso empoeirando em alguma gaveta, pendendo ainda um final. Nunca mais fora capaz de escrever de maneira consistente. Nos momentos de rara inspiração, tentava algumas linhas tortas aqui, outros parágrafos desconexos ali, nada que conseguisse dar continuidade. O destino final dessas folhas sempre era o lixo. Dessa maneira o desfecho para sua obra nunca pareceu tão distante.
Deixou a tevê ligada em um documentário monótono aonde o narrador com a voz arrastada divagava sobre a formação dos planetas e foi pra cozinha requentar o resto do almoço que sobrara de ontem, uma gororoba de tudo que havia encontrado na geladeira. Satisfeito, largou o prato sujo na mesa, serviu-se de uma taça de vinho e deitou no sofá para ler. Dormiu na segunda página.

Durante o sono, notou a presença de outro alguém em seu apartamento. A sombra no canto da sala se assemelhava a silhueta de um homem franzino, lembrando seu pai há muitos anos falecido, mas estava absconso demais para ter certeza. – Quem está aí? – sussurrou apavorado com aquela intromissão a sua rotineira solidão – Me deixe em paz, figura inoportuna. Apesar da tragédia em que me encontro, não sou Hamlet para desejar visitas paternas do além.
O contorno – desacatando sua ordem – foi aos poucos tomando forma enquanto se aproximava, até que ficara nítido o suficiente para ser reconhecido. Como se tivesse frente à um espelho, o escritor se viu prostrado diante de si. Estava em mais um de seus pesadelos. Lúcido da situação que se desenrolava, procurou despertar, mas o esforço foi em vão.
– Eu sou você. – Proferiu sua persona onírica – Nossa única distinção é que venho despido dos medos e traumas que te consomem. Esses demônios já domaram suficiente seu espírito, lhe privando o viver! Após incontáveis sonhos hostis, hoje você encontrará a redenção. Quando despertar desse sono, terá superado para sempre suas inúmeras psicoses arraigadas!
Imediatamente após escutar a sentença, como se nela constasse as palavras que vocalizadas fossem capazes de evocar uma metamorfose, o escritor experienciou-se trocando de matéria com seu clone morfeico, se sentindo totalmente liberto das agruras que lhe aprisionavam. Após cumprida a profecia, seu antigo eu expirou vanescendo no ar, deixando ele absorto com a experiência quimérica.
Querendo pôr à prova sua cura, abriu a porta do apartamento e partiu em disparada para o parque em que tudo ocorrera. A esfera celeste brilhava pujante no horizonte, cintilando sobre as pessoas dispersas no gramado. Estava são novamente. Ao invés de tremores, sentiu-se revigorado com a luz iluminando o mundo. Tudo parecia imbuído de energia. Viu a vida seguindo seu fluxo e o sol tendo papel crucial na ordem cósmica. Lembrou de imediato do documentário na televisão aquela manhã que falava sobre como os elementos químicos naturais eram forjados no núcleo das estrelas, e assim aparentou ter um instante epifânico aonde compreendia a origem do universo em que estava inserido, clareando na consciência a inspiração para o final do seu livro. – Eureca! É isso! O desfecho transcendente que tanto perscrutei nessa peregrinação pelos confins da minha alma! – Chorou, e ao sentir o sal da primeira gota escorrendo pelos lábios, acordou.
O escritor despertou com lágrimas nos olhos. Qual teria sido o pesadelo a lhe perturbar?
submitted by Marack_ to rapidinhapoetica [link] [comments]


2020.07.08 01:22 -Galactic_Cat- Síndrome de cavaleiro branco/ Sou paranoico

Esse ano foi mt difícil, cheio de mudanças. Basicamente no meu ensino médio eu era o tipico roqueiro q n gostava de Linkin park, era presunçoso e sarcástico. Apos o fim fiquei muito sozinho e me arrependi de n ter criado laços mais fortes, ser mais agradável...E o q mais me assombra foi ouvir de uma mina q eu gostava pagarai q eu magoava as pessoas, nossa eu ouço isso até hj quando digito.
Então, a uns 2 anos conheci uma mina, depois de 1 ano ela tirou meu BV, ficamos mais uma vez apenas e desde então a considero uma querida amiga. Porém acho q ela se apaixonou por mim e eu n quero magoa-la, ja perguntei mt diretamente se ela me considera um amigo e se ela se iludi com isso, ela fala q me considera amigo e q n se ilude. Ademais, uma coisa q me incomoda é o fato de todo mundo dizer q estou namorando ela'-' axo q isso me excomunga de ir atras de uma menina q eu queira
Trocamos mensagens direto, ela me chamava pra ir na casa dela ver uns filme, ja chamei ela na minha casa, conheço a família dela, ela conhece a minha, GG.
Eis q ela vem com uns papo de tirar minha virgindade e de me amar loucamente, eu n dou mt trela e ela fala pra mim trata-la com desdem mas eu n posso fazer isso, acho q to sendo bobo dela se cansar. Eu sei q ela é carente d+ e q talvez um dia se arrependesse de fazer sexo cmg (ela vai se encaixar na equação da metade mais 7)
Enfim, como o aniversario dela ta chegando, chamei ela em casa pra comer pizza e assistir bobs burguer, to pensando em deixar a coisa mais distante, sentar em sofá separado e só ver o desenho....sem abraço nem nada
submitted by -Galactic_Cat- to desabafos [link] [comments]


2020.06.02 17:41 matomoscas razoável ★★★☆☆

muita gente adormecida (sentido literal), no entanto gostei dos erros de pronúncia do alberto. dá-lhe um toque. apesar disso, conteúdo agradável e aprecio que tenham considerado a sugestão. na próxima semana gostaria de ouvir o hugo a explicar o seu gosto por meninas do porto. beijinhos e até logo.
submitted by matomoscas to garagem151 [link] [comments]


2020.05.04 23:38 whogivesahootanyway História de vida (escolar), acho. Títulos são difíceis.

A minha vida toda foi vivida na mesma cidade. Estudei sempre na mesma escola. Por 17 anos eu entrei e saí pelos mesmos portões nos dias letivos.
Eu era o tipo de pessoa que estava sempre brincando, sempre fazendo piada com tudo. Fazia algumas loucuras e me meti em muitos problemas. Toda vez que dizia que ia fazer algo, fazia.
Só que isso não ajuda muito em me aproximar das pessoas. Sempre tive ao menos um grupo com quem conversar e com o passar do tempo consegui a habilidade de falar com toda a sala.
Mas não falava com ninguém fora da escola. As pessoas me aturavam, mas não faziam questão de me ter por perto. E só fui perceber isso tarde demais. Tinha plena consciência de que agindo do jeito que eu agia não ia à lugar nenhum. Mas como mudar o que eu era há tantos anos? O que o pessoal ia pensar se eu virasse 180 graus na minha atitude?
Acho que no fim das contas eu só estava enganando a mim mesmo e inventando desculpas. Talvez eu simplesmente achasse que mudar não valia o esforço.
Até que eu afastei uma pessoa de quem eu gostava - ainda gosto - bastante.
Um garoto. Minha primeira, verdadeira paixão, e logo por um garoto. Eu, que anos antes gritava aos quatro ventos que tinha pensamentos eróticos sobre as meninas da sala. E tinha mesmo, e ainda tenho às vezes. Mas nunca realmente amei nenhuma.
Eu não sabia como explicar esse amor. Nem pra mim mesmo, e nem pra ele. Tentei do mesmo jeito. Erro cruel. No primeiro momento ele achou que era brincadeira. Resolvi que o melhor era fingir que talvez fosse. Voltei atrás, disse que era um amor platônico. Mas ao mesmo tempo fui extremamente irritante, invasivo e impróprio pra dar a impressão de ser mais uma das minhas bobagens.
Ele não viu graça nenhuma.
Imagino que antes me tolerava por bondade. Agora, cortou laços de vez. E eu não posso dizer que isso é injusto. Não posso dizer que não imaginei que isso fosse acontecer. Não posso me fazer de vítima.
Houve um tempo onde eu o via sempre triste. Queria muito perguntar por quê, tentar ajudar, me redimir, talvez.
Não tive coragem. Nos formamos e seguimos caminhos distintos. Ele me bloqueou nas redes sociais eventualmente. De novo, já esperava. Não foi nem a primeira vez. Pode ser a última, mas eu já esperava. Me preparei emocionalmente pro fim da nossa história.
Por que até então eu estava contando que entrar na faculdade seria um bom recomeço. Sem pessoas conhecidas por perto eu poderia me tornar outro alguém - alguém agradável. Alguém que conseguiria alguma amizade. Alguma relação significativa. Mais do que dois colegas que se falam nos intervalos pra passar o tempo. Todas essas lembranças seriam lições, não motivo de tristeza.
Só que obviamente isso não é possível agora. E sem ninguém mais por perto, acabo sempre pensando nele. E nas outras pessoas que conheci. E em quem eu fui e sou. Em tudo o que eu fiz, falei e pensei. Fico imaginando em como faria tudo certo se pudesse voltar atrás e refazer pelo menos os últimos 3 ou 4 anos da minha vida.
Do que adianta? Agora, eu já estraguei tudo. Agora, não tem mais volta. E agora tudo indica que no futuro próximo não vou ter como superar ou mesmo me distrair do fato de que a pessoa que eu mais amei hoje talvez seja quem mais me odeia e a culpa é só minha.
E é isto, acho. Não sei como encerrar o texto.
submitted by whogivesahootanyway to desabafos [link] [comments]


2020.05.04 22:01 Hypn0sz Chamei uma menina no Instagram ,e pasmem, ela respondeu

pra começar eu tenho 18 anos sou BV e tenho vários problemas de ansiedade, na minha vida eu só fiquei a fim de 4 pessoas, 2 delas foi um sentimento mais intenso só que nem um pouco recíproco, e as outras 2 foram meninas que eu comecei a conversar pra ficar, vou falar dessas outras 2 aí.
uma delas foi uma amiga minha que arranjou pra mim aí a gente começou a conversar, tava até uma conversa agradável (era a primeira vez que eu conversava com uma menina com esse intuito) rendeu bastante até mas aí ela me deu um vácuo do nada e eu não chamei mais, e fiquei com isso na cabeça, me perguntando se foi alguma coisa que eu falei, se foi culpa minha, o que eu tinha feito??? enfim não deu em nada ( essa menina era linda eu não acredito até hoje que ela conversou comigo, tipo era muito o meu tipo sabe)
a outra foi uma menina da minha escola que era amiga de um amigo meu ela um dia falou pra ele que tava afim de aí ele foi e me contou, eu fiquei sem acreditar pq ela tbm era bem bonita, daí a gente começou a conversar tenho vergonha dessa conversa pq eu falava uns negócio que eu pedia conselho pro meu amigo, pq eu ficava inseguro de falar qualquer coisa, as coisas que ele falava pra eu falar eram bem toscas na minha visão, mas eu falava pq ele já tinha namorado e ficado com várias garotas já, enfim a gente conversou por uma semana 80% da conversa eu falava coisas que vinham de mesmo e os outros 20% que eu tenho vergonha eram os conselhos do meu amigo, aí depois dessa semana meus amigos começaram a me pressionar muito pra ir falar com ela pessoalmente (as pessoas se intrometiam muito na minha vida amorosa), até então eu só tinha cumprimentado ela na escola, aí me pressionaram tanto que eu tive que ir, meu amigo falou "se vc quiser eu vou com vc" aí a gente foi né, tava no intervalo, eu fui lá atrás dele ele falou qualquer coisa com ela aí quando eu fui falar ela virou pra falar com as amigas e eu fiquei, e agora??? eu espero ela virar de novo?, aí surtei sem saber o que fazer e desci pra minha sala todo mundo ficou ????? pq tinham percebido né, ficaram rindo, e eu comecei a ter uma crise de pânico horrível fiquei tremendo até a hora de ir embora (foi uma das piores crises da minha vida) aí depois disso eu fiquei esperando ela sair pra explicar pra ela que eu sai pq eu era muito tímido e tals (nessa época eu ainda não sabia que tinha fobia social) aí ela saiu da sala e meio que tava me evitando, tava quase correndo de mim mas quando ela passou pela saída eu falei com ela mas ela deu uma desculpa e foi almoçar, aí eu fui com meus amigos almoçar quando eu tô chegando com minha comida na mesa eles começam a rir e eu fico com um presentimento ruim, aí eu pergunto e eles não respondem, a gente volta pra escola a tarde e eles ficam conversando em segredo com meus outros amigos, até então ninguém queria falar nada, aí eu tô indo embora com meu amigo e fico insistindo pra ele falar o que era até que ele fala que ela não queria mais, eu fiquei bem mal, quase certeza que era por causa do que tinha acontecido, depois de um tempo eu fiquei de boa hoje eu e ela somos amigos no twitter mas, ligo após isso tudo que aconteceu eu morria de vergonha dela.
tá, agora chegamos no tópico, depois dessa última eu nunca mais tinha tentado chamar uma desconhecida pra conversar desse jeito e terem me respondido, eu só levava vácuo, aí eu elogiei um storie dela e ela agradeceu, eu fiquei sem acreditar, totalmente pasmo, eu respondi ela e perguntei como ela tava, e pasmem, ela respondeu e perguntou tbm, aí eu pensei a para ela só tá sendo educada daqui a pouco ela para de responder, aí eu perguntei como tava sendo a quarentena pra ela, isso ontem né aí fui dormir, e hoje eu tava pensando nossa ela nem vai responder tipo, tava de boa até que ela responde e pergunta tbm, aí começou a cair a ficha que ela tava conversando comigo (e era uma menina que eu achava muito bonita, só conhecia por foto, e minha amiga me encorajou a chamar) eu comecei a ter uma crise aqui pq eu tava com medo de falar alguma coisa e estragar tudo como sempre, e minha mente tava querendo me sabotar por causa do medo, enfim era isso eu tô com uma reação totalmente exagerada pra quase nada e tô com medo das consequências disso, e fico muito inseguro de falar qualquer coisa e estragar tudo.
submitted by Hypn0sz to desabafos [link] [comments]


2020.04.21 17:36 waru22 é foda

Estou aqui na Coreia e vejo muitos caras bonitos, do tipo bonitos pra caralho, e eu fico triste demais porque eu já sou baixinho ( já estou quase aceitando isso numa boa ) mas eu me sinto feio demais, o pior é que eu acabei de voltar de um mini rolê que eu fiz com o meu irmão, e antes de sair de casa eu estava me olhando no espelho e pensei, porra to bonitão, é só eu sair de casa que eu começo a ver outros caras, logo acabo ficando pra baixo pra kct, porque eu penso, eu nasci desse jeito e não dá para mudar, lógico que eu posso tentar mudar o meu estilo, o meu cabelo e bla bla porém a cara de merdão irá permanecer, eu não estou triste do tipo “ quero desabafar para me sentir bem “ eu só fico indignado porque eu poderia ter nascido bonito e alto mas foi justamente o contrário, e já que eu sou baixinho eu poderia pelo menos ser boa pinta, mas eu sou torto demais e me sinto um lixo, eu sei que não precisa ser bonito para pegar mulher só basta ter uma conversa boa e ser uma pessoa agradável e não um arrombado porém vamos aos fatos, ajuda bastante você ser uma pessoa bonita, o pior de tudo é que no Brasil eu até fico com alguma menina de vez ou outra mas eu gosto muito de asiática do tipo MUITO mesmo, é que nem alguns caras preferem loiras e essas merda, e eu estou no país perfeito, onde só tem mina gata do meu tipo, e eu fico triste por saber que nem nessa vida e nem na outra vida eu ficaria com algumas dessas, é foda...
submitted by waru22 to desabafos [link] [comments]


2020.04.08 16:26 assisestepe Massacre

OFF: Recomendo utilizar essta trilha sonora para dar mais emoção ao texto
Jonathan não havia dormido bem naquela noite. Ele sabia qual seria o peso do dia seguinte e isso o atormentava com pensamentos. Ainda não estava certo se aquilo era realmente o caminho pelo qual queria seguir, mas não via outra solução para sua angústia. Ele estava considerando realizar um massacre em seu colégio.
Tinha uma vida um tanto quanto perturbada internamente, embora vivesse de forma confortável em questões financeiras e familiares. Pertencia a uma classe média alta e seus pais não eram restritivos ou autoritários, pelo contrário, eram até liberais e amorosos em relação à ele. Era uma vida invejável nesses aspectos.
Mas, Jonathan não enxergava dessa forma. Embora tenha sido privilegiado nesses tópicos, sua vida social e escolar eram bem angustiantes. Sofria muito de ansiedade e de fobia social e isso o prejudicava muito. Não suportava mais as pressões externas e internas relacionadas aos estudos e à convivência social. Se atormentava diariamente por ainda não ter beijado uma garota e por não ter as notas que desejava no colégio. Sua situação era complexa, ele tinha contato com garotas, mas, não conseguia lidar sexualmente com elas, pois sua timidez e sua fobia social não o permitia. Suas notas não eram nem um pouco ruins, nunca havia pego recuperação e estava entre os alunos de destaque do seu colégio, porém, exigia muito de si nos estudos, o que acabava criando expectativas irreais e jamais atingidas por ele.
Já estava no terceiro ano do ensino médio e, apesar de ter boas amizades no colégio, não se sentia realizado com elas. Eram amigos fiéis e companheiros. Quando estavam juntos, riam bastante e até compartilhavam casos íntimos e pessoais entre si. Entretanto, Jonathan não usufruía disso apropriadamente, devido aos seus problemas, tornando essas amizades em um simples companheirismo que servia para evitar sua completa solidão. Seus amigos, com certeza, o consideravam mais do ele considerava eles.
Enfim, Jonathan não suportava mais aquela vida, queria dar um fim nisso e se vingar da sociedade que o colocou naquela situação. Ele era crítico, sabia da crueldade que era matar inocentes, mas, a sensação de liberdade e poder que essa possibilidade o fazia sentir tornava a realização de um massacre uma fantasia quase erótica para ele.
Quando acompanhava um massacre pelos noticiários, se sentia vingado. Enquanto todo mundo comentava sobre a crueldade e a tristeza situação, Jonathan sentia empatia pelo assassinos, se identificando com eles. Via-os como excluídos que não aceitavam a posição que viviam. De vez ou outra, ele até pegava escondido o revólver do seu pai e simulava o assassinato de seus colegas, mas, no fim, sempre devolvia o revolver pro seu devido lugar.
Era pra ser uma noite comum para Jonathan, se o dia anterior não tivesse sido tão horrível para ele. Ficou sabendo que Isabela, a menina a qual era apaixonado, havia ficado com seu amigo Paulo em uma confraternização organizada pelos mesmos, no qual ele não havia sido convidado. Não era a primeira vez que uma confraternização sem sua presença acontecia, seus amigos tinham uma amizade muito mais forte entre si do que entre si e com Jonathan. Em outras ocasiões, porém, nada que o machucasse psicologicamente havia ocorrido e, por isso, ele conseguia lidar mais facilmente. Nessa ocasião, entretanto, saber que a menina a qual ele idealizava havia beijado seu amigo, que ele julgava alienado pelo estilo de vida festeiro e extrovertido, deixou-o muito angustiado. Paulo nem sequer sabia que Jonathan gostava dela, ele havia contado aquilo num tom totalmente casual, típico de conversas de adolescentes.
Jonathan tentou lidar com isso, mas seus pensamentos não o deixavam em paz. Cada vez mais, se identificava como um fracassado excluído que não convivia com os bens da vida. Dormiu mal no dia que soube daquilo e, no dia seguinte, mal conseguiu ir para a aula devido à angústia. Foi, mas, ficou calado e isolado a aula inteira. Em casa, não conseguia estudar e só pensava na frustração que era sua vida. A noite, ele tomou a decisão de realizar o massacre. Pegou escondido a arma do seu pai, junto com dois cartuchos de seis balas e colocou-os na mochila. Foi dormir apenas esperando pela realização daquele ato que tanto fantasiava sobre.
Amanheceu, tomou seu café da manhã rapidamente, ansioso pela hora de ir para a escola. Ainda pensava se aquilo era o correto a se fazer, sua consciência moral pesava, mas, não o suficiente para fazê-lo mudar de ideia e tirar a arma da mochila. Resolveu levá-la e, caso se arrependesse, apenas não cometeria o ato.
Chegou na escola, sentou-se no fundo, como sempre fazia. Refletiu sobre sobre a loucura que era aquela decisão. “Isso é mesmo o que eu quero?” Perguntava-se. “Não seria melhor eu lidar com isso de forma tradicional? Eu podia ir num psiquiatra e fazer acompanhamento psicológico”, pensava. Mas, vendo Isabela, a menina a qual gostava, chegar, tornou a ficar angustiado. Ver Paulo também não era lá algo agradável.
Depois da primeira aula, foi ao banheiro, lavou o rosto e olhou-se no espelho, refletindo sobre aquilo. Viu como seu rosto estava cansado e seu cabelo bagunçado. “Não quero essa vida”, repetiu para si mesmo três vezes no banheiro. Respirou fundo e decidiu iniciar o massacre.
Foi para a sala, abriu a mochila e discretamente colocou a arma e os cartuchos no bolso do seu moletom. Com uma mão dentro do bolso segurando a arma, levantou-se da cadeira e fingiu que ia jogar uma bolinha de papel fora. Isabela, ao contrário dele, sentava na frente, perto da lixeira. Quando jogou a bolinha de papel fora, a professora ainda explicava a matéria e Isabela estava concentrada nela, fazendo anotações em seu caderno. Jonathan, então, sacou seu revólver e apontou para a cabeça dela.
Antes que houvesse um digestão da situação pela turma, Paulo atirou Isabela, abrindo um buraco em sua cabeça e na parte traseira dela, por onde a bala saiu e o deslocamento de ar levou parte da massa encefálica. Naquele momento, a turma ainda estava assustada, recém digerindo o que acabavam de ver. Jonathan, então, mirou em Paulo, que estava uma carteira atrás e uma carteira a esquerda de Isabela, andou lentamente em sua direção e deu 3 tiros que atingiram o seu peito. Nesse momento, a turma já estava levantada e correndo em direção da porta, a qual ficava do outro lado da sala. Naquela aglomeração, foi fácil Jonathan dar dois tiros a queima roupa e atingir seu colega, Gustavo, que foi o infeliz de receber os dois tiros em suas costas. Jonathan recarregou seu revólver e deu o tiro de misericórdia na cabeça de Gustavo.
Saindo no corredor, viu seus colegas correndo e gritando. Nas outras salas, estavam saindo na porta para vê o que estava acontecendo. Na sala ao lado da sala de Jonathan, um estudante saiu na porta e deu de cara com o atirador, que mirou nele e, antes que ele pudesse reagir, atirou em direção à sua cabeça, atingindo sua mandíbula. Este, sem reação, tentou correr, mas, escorregou. Colocou a mão na boca e viu sua mandíbula partida e deslocada, Jonathan atirou em sua cabeça e foi em direção às escadas por onde corriam seus colegas.
Chegando no andar de baixo, viu a mesma situação, pessoas saindo na porta para ver o que era. Numa sala que ficava próxima das escadas, um grupo de garotas saiu. Jonathan então atirou a queima roupa atingindo duas garotas, uma no braço e na barriga e a outra nas costas, já que estava tentando correr.
Jonathan novamente recarregou seu revólver, pela última vez. A situação era um caos, as pessoas saiam das salas e corriam desesperadas na direção oposta à de Jonathan pelo corredor. Suas últimas vítimas foram um garoto e uma garota que tentaram se esconder numa sala junto com outros estudantes. Jonathan entrou nessa sala e viu o garoto encolhido e abaixado. Deu três tiros em sua direção. O restante dos estudantes ficaram assustados e sem reação. Uma garota correu em direção de Jonathan tentando o impedir, e caiu após levar dois tiros no peito. O restante dos estudantes permaneceu no mesmo lugar assustados. Jonathan, com a última bala, resolver dar o fim a própria vida.
Antes de atirar, refletiu um pouco sobre o prazer daquilo tudo. Matar Isabela foi para ele uma libertação, parece que o que causava sua angústia havia sido eliminado, como se um parasita cerebral houvesse sido morto com aquele tiro. Foi uma sensação semelhante à de quando queimou seu diário no qual anotava seus problemas pessoais, naquele dia sentiu que os problemas estavam indo embora junto com as páginas.
Matar Paulo também foi uma alívio, aquela amizade, embora verdadeira de ambas as partes, ainda era responsável por algumas angústias de Jonathan. Se pudesse, teria matado todos os seu amigos, mas seria difícil realizar aquilo. Os outros envolvidos, que não tinham nada haver com a situação, não causaram nada em Jonathan. Na verdade, sua reação foi de indiferença, embora tirar suas vidas tenha dado uma boa sensação sensação de poder.
No fim, Jonathan atirou contra sua própria cabeça.
O Massacre ficou conhecido como o massacre da Escola Polígono, onde 7 pessoas morreram e uma ficou ferida. A reação midiática e pública foi a mesma de sempre, com relatos acerca da importância de prevenir esses casos, de segurança nas escolas, de controle de armas e homenagem às vítimas.
submitted by assisestepe to rapidinhapoetica [link] [comments]


2020.03.29 07:28 gv_ny Acabei de aceitar algo que eu provavelmente não vou curtir

Boa noite a todos Tenho 18 anos e faz um tempinho que estou conversando com essa menina (19 anos). A gente se conheceu através do Facebook, ela reagia a tudo que eu postava e fiz o mesmo, uma noite eu resolvi chamar ela no messenger e deu tudo certo, no outro dia mesmo ela veio na minha casa e passamos uma noite muito agradável (sem sexo, ela estava naqueles dias e não se sentiu confortável). Garota incrível sabe, do tipo que a gente acha que não encontra de novo. A parte problemática vem agora. Após termos passado umas duas semanas sendo fofos um com o outro, coisinha romântica aqui e ali, tivemos a tal da conversa. Eu nunca namorei e talvez naqueles dias eu realmente pensasse em algo mais sério, porém ela não. Ela disse que saiu de uma relação de 3 anos a pouco tempo, cerca de um mês quando tivemos a conversa, achei pouquíssimo tempo mas ela não sentia mais nada por ele. Dito isso ela fala que não quer nada sério, obviamente eu entendo o lado dela, mas eu sou muito monogâmico. Ou inseguro. Minha visão é que se estou ficando com uma pessoa e ela diz todo tipo de coisa romântica, que eu significo muito pra ela e ainda assim ela precisa ficar com outras pessoas, só sinto que não sou o suficiente. Me sinto trocado. E adivinha? Ela disse que quer ficar com outras pessoas e o que temos seria algo casual. Eu não aceito, visto que quando eu estou ficando com uma pessoa fico só com ela, quero conhecer a pessoa e me dedico somente a ela. Conversamos e terminamos numa boa, até rimos durante a conversa. Ficamos uma ou duas semanas sem nos falar. Eu, morrendo de saudades, e ela também. Até que acabamos conversando de novo e falamos um pro outro que estávamos com saudades, voltamos a conversar de novo e tudo voltou, o carinho, as coisas românticas.. Fomos bem sincero sobre o que sentimos e que o tempo afastado foi doloroso para ambos. E estava tudo bem, até a noite de hoje. Num momento da conversa ela fez uma piadinha onde me chamou de amigo e eu respondi de forma brincando "não somos amigos não tá louca kkkk" o q era pra ser uma brincadeira resultou em algo mais sério. Ela perguntou como eu via ela, e sinceramente eu não soube explicar, vejo ela como mais do que só uma amiga, eu não trato ela da mesma forma como minhas amigas, falando que quero beijar ela e.. Bom, vocês imaginam. Disse isso tudo pra ela e ela me disse que a forma como ela pensa não mudou desde a nossa última conversa (ela não quer nada sério e quer ficafalar com outras pessoas) sabendo do que iria acontecer eu digo que não sei se busco algo sério pois muita coisa mudou (assunto pra outro dia). Combinamos em manter algo casual então, onde ambos podemos ficar com outras pessoas. Apesar de não gostar de ficar com outras pessoas, eu aceitei. Talvez eu me arrependa. Eu imagino a toda hora que ela achou alguém melhor, e gosta mais dele. Uma mensagem que ela demora pra responder mesmo estando online já imagino "ela tá falando com outro. Sendo fofa, romântica com outra pessoa e depois vem pra mim.". Não sei o que esperar mais disso. Obrigado a quem leu até aqui, sinta-se a vontade para comentar algo, expressar sua opinião ou apenas me chamar de otario.
submitted by gv_ny to desabafos [link] [comments]


2020.03.24 10:33 UmHomenArrependido A vida passa e não consigo me desligar de um amor não vivido...

Sinceramente estou em agonia e total desapego a vida, não tem nada que me faça querer viver, não sei nem mesmo qual a intensão real que eu tenho em "desabafar" tudo isso... talvez apenas queira uma opinião ou um incentivo para terminar com tudo isso...
Tudo começou ah muitos anos atras, eu estava no colégio e acabei me apaixonando pouco a pouco por ela... fui percebendo que alem de linda, perfeita aos meus olhos, ela era inteligente, interessante e divertida... nós éramos amigos, quer dizer, eu fui me aproximando dela inicialmente porque achava ela interessante mas com o passar do tempo eu estava sentindo que precisava me declarar... mas eu era tímido e sentia um medo terrível de rejeição, mesmo sendo provavelmente o cara mais "badass" do colégio aquilo era algo que me dava medo, nunca tinha se quer beijado ninguém e havia muita pressão naquela época, mesmo eu tendo apenas 14 anos, mas minha vontade era maior que o medo e eu estava decidido a chegar nela... como eu não queria fazer nada errado resolvi perguntar a minha mãe oque eu deveria fazer, meu pai nunca foi uma referencia em nada na minha vida, foi ai que descobri, abruptamente, que iriamos nos mudar para uma cidade muito distante e em menos de duas semanas... eu não podia fazer nada naquela época então decidi desistir e tentar esquecer. Lembro me como foi doloroso e angustiante me despedir dela, minutos antes de eu ir embora, chorei muito apos sair da casa dela...
O tempo passou, e nos anos seguintes eu não conseguia me interessar por ninguém, claro que sentia atração pelas meninas que até me cercavam as vezes mas nunca consegui despertar um interesse maior nelas, sempre ficava aquele sentimento de que eu havia perdido algo que não poderia mais recuperar, os poucos que tinham alguma noção sobre meus sentimentos achavam que eu estava criando expectativas e ilusões e que era questão de tempo até eu deixar de pensar nela... eles estavam errados, eu não ficava imaginando coisas, montando estorias na minha cabeça ou pensando nela dia e noite... simplesmente era algo que ocorria naturalmente... eu saia com alguém e por mais agradável que fosse era com ela que eu sonhava, sem se quer ter pensado nela, se quer ter mencionado seu nome ou feito qualquer comparação... foi então que resolvi entrar em contato com ela novamente mas não era fácil conversar sem me expor e acabar estragando tudo... eu tinha um plano, precisava me aproximar novamente e ver se havia alguma chance para mim, foi então que uma grande desgraça aconteceu, não entrarei em detalhes sobre isso mas devo ressaltar que ela ficou sabendo que eu gostava dela de uma forma muito ruim, estranha e assustadora, não foi minha culpa, percebi então que não havia mais oque esconder, meus planos eram inúteis e obsoletos e eu precisava agir... não obtive uma resposta positiva, não foi um não completo mas era um não, me deixando claro que estava na terrível zona de amizade e que ela não queria estragar nossa amizade... mas para mim não havia mais volta, não era apenas a amizade que eu almejava... mesmo com um não eu não me abalei , pensei que poderia tentar voltar aos planos de me aproximar dela, consegui um lugar para ficar e um trabalho na cidade dela, pensava que se eu volta-se a ter contato talvez pudesse concertar as coisas, naquela época eu era confiante e minha timidez tinha sido extirpada já que não havia nada mais a esconder.
Me lembro claramente de quando me encontrei com ela para conversarmos pessoalmente após três anos afastados, do sorriso encantador estampado em seus lábios ao me ver, após uma longa conversa ficou claro que ela não sabia oque queria, que nunca tinha pensado em mim como nada além de um amigo e que não podia me dizer um sim ou um não naquele momento, ficamos de nos falarmos nos próximos dias, mas sempre que eu ligava ela não estava ou estava ocupada, comecei a perceber que talvez eu fosse um incomodo e eu não queria ser... mas foi em uma noite que eu pude ver claramente toda uma mentira no ar, alguém que atendeu o telefone, não era ela, ficou desesperado sem saber oque me falar e desligou na minha cara, acreditando que a ligação havia caído eu resolvi ligar novamente e outra pessoa atendeu o telefone e me disse que ela havia ido dormir com dor de cabeça... foi quando percebi que realmente era um incomodo e assim resolvi me afastar, eu amava ela de uma forma que nem mesmo eu podia compreender e por isso deveria respeitar a decisão dela... me lembro de ter encontrado com ela algumas vezes mas em apenas uma tenho a certeza de que ela havia me visto, e ficado observando, ainda assim segui minha vida, tentei por anos encontrar alguém, ter um relacionamento e nunca fui atrás de informações sobre ela.
Minha mente parecia vazia mas meu coração não demonstrava ter espaço para ninguém, eu sempre senti medo de me encontrar com ela novamente, fazia o possível para escapar dessa possibilidade, mas um dia ela começou a passar na frente do meu trabalho, diariamente, e isso começou a me incomodar... eu tinha um sentimento estranho por ela, era um vazio, como se uma parte de mim morre-se cada vez que a via passar, certo dia ela me viu mas não teve certeza se era eu mesmo, então começou a mandar pessoas para ter uma certeza, muita coisa estranha começou a acontecer, uma mulher que eu nunca havia visto começou a pedir informações sobre mim, dizendo que estava interessada, eu logo descobri que era uma amiga dela, pessoas começaram a tentar se aproximar de mim e de alguns amigos, todos conhecidos dela e todos sempre dando indiretas que queriam me conhecer, certa vez alguém disse a um amigo meu que queria me apresentar uma amiga muito bonita que estava solteira, eu não sabia oque fazer, não sabia oque eu sentia mais, tudo que eu sentia por ela estava me matando, eu tentei me afastar novamente, tinha medo de me encontrar com ela, de me aproximar dela, ao mesmo tempo que ainda sentia algo que eu nunca pude explicar ou entender de verdade... pouco tempo depois, sem eu nunca ter pedido pela informação, fiquei sabendo que ela havia tido muitos relacionamentos ruins e desilusões, que ela se arrependia de não ter dado uma oportunidade para alguém que ela tinha conhecido no passado e que ela gostava dessa pessoa até aquele momento...
Eu sinceramente não tinha uma resposta pronto para isso, meu cérebro não conseguia processar se aquilo era bom ou ruim pois era uma grande mistura de sentimentos, de todos os tipos, eu não tenho certeza se entrei em depressão ou se estava em choque, eu simplesmente não conseguia digerir aquilo, por um lado parecia algo bom mas pelo outro era algo terrível, se aquilo tudo fosse verdade eu seria apenas uma "ultima opção" ou talvez eu tivesse tido sido um trouxa, eu simplesmente não sabia oque pensar... e assim eu me fechei para o mundo, e de fato acho que entrei em depressão, eu passei três anos em um estado critico, sem a menor vontade de fazer nada da minha vida, parei de sair, parei de fazer coisas que eu gostava, me afastei ao máximo de tudo... naquela época eu ainda sentia prazer em algumas coisas, me sentia um merda mas tinha alguma "esperança" ou pelo menos eu acreditava que poderia vencer na vida... apos esse período eu me sentia livre, vazio mas livre, ainda assim eu não tinha vontade alguma de socializar, acabei me aproximando de uma amiga e ela demonstrou algum interesse e isso parecia estar me revivendo, mas foi apenas um período um tanto doloroso, eu me sentia bem e mal o tempo todo, mas nunca me senti tão apaixonado quanto da outra vez, sentia que eu estava morto por dentro, bom, esse relacionamento não deu certo, tentei outro em seguida que também não deu em nada, então desisti, percebi que eu não tinha a habilidade de amar ou de gostar de alguém...
Assim começaram os "pesadelos", sem a menor razão comecei a sonhar com "ela" novamente, após anos sem nem se quer tocar no nome dela, sem nem se quer pensar nela, lembrar dela, quer dizer, as vezes acontecia mas nada voluntario e ainda assim era algo realmente raro, isso começou a cerca de dois anos, e cada vez mais esta mais presente no meu dia a dia, eu tenho sonhos com ela, quase tudo me traz ela a mente, lembranças ocorrem o tempo todo, e eu me esforço para não pensar nisso mas é involuntário, os "sonhos" são os piores, acordo aflito como se estivesse num pesadelo terrível, geralmente sonho com encontros casuais com ela, nos quais nos conversamos sobre o relacionamento que nunca existiu e dos erros que cometemos na vida... eu não sou aficionado por ela, nunca procurei saber nada sobre a vida dela, nunca pesquisei rede social alguma dela e procurei me afastar de todos os locais onde eu poderia encontrar com ela, apenas não mudei de cidade pois não tive a oportunidade ainda e não sei se resolveria também...
Nesses últimos anos tenho percebi quanto eu errei na minha vida, quantas vezes minhas decisões afetaram drasticamente a minha historia, percebi que sou um inútil e que nada que eu tente ira dar certo, não tenho vontade alguma de viver, não tenho prazer algum em nada, todos os sentimentos passaram a ser efêmeros, tento me distrair fazendo coisas que antes me davam prazer mas nada me satisfaz, não durmo direito, quando durmo, quase sempre, tenho pesadelos com ela, estou me envenenando com comida, tentando me auto destruir, não tenho vontade de sair na rua, nada... o único sentimento que persiste é o de ter falhado em tudo e que a unica coisa que realmente me importou e que realmente eu desejei com todas as minhas forças foi ter sido correspondido em meus sentimentos por ela, eu não quero esse sentimento e não sei mais oque fazer...
submitted by UmHomenArrependido to desabafos [link] [comments]


2020.03.06 06:20 altovaliriano A Grande Conspiração Nortenha - Parte 2

Texto original: https://zincpiccalilli.tumblr.com/post/52748381148
Autores: Vários usuários do Forum of Ice and Fire, mas compilado por Yaede.
Índices de partes traduzidas: Parte 1, Parte 2, Parte 3, Parte 4, Parte 5, Parte 6
--------------------------------------------------------------------------

As Terras Fluviais: Corações lupinos

A Vingança da Senhora Coração de Pedra
Há um espião em Correrrio que se reporta à Irmandade sem Bandeiras. Seu nome é Tom dos Sete (ou Tom Sete Cordas de Seterrios), e desde que Jaime se interessou por ele, ele tem ouvido notícias de movimentos inimigos direto da boca do leão, além de esquivar-se pelo acampamento e castelo.
Sor Ryman [Frey] subiu ruidosamente a escada do cadafalso na companhia de uma prostituta de cabelos de palha, tão bêbada quanto ele. [...]Um aro de bronze martelado empoleirava-se, torto, em sua cabeça, gravado com runas e ornado com pequenas espadas negras. [...]
[Jaime:] Um bêbado, um idiota e um covarde. É melhor que Lorde Walder sobreviva a esse tipo, senão os Frey estão feitos . – Está dispensado, sor.
– Dispensado?
– Ouviu o que eu disse. Vá embora.
– Mas... para onde irei?
– Para o inferno, ou para casa, o que preferir. Que não esteja no acampamento quando o sol nascer. Pode levar sua rainha das putas, mas essa coroa que ela usa não – Jaime virou-se para o filho de Sor Ryman. – Edwyn, lhe darei o comando que era de seu pai. Tente não ser tão estúpido como ele.
– Isso não deverá ser tão difícil, senhor.
– Envie uma mensagem a Lorde Walder. A coroa exige todos os seus prisioneiro [...]
Uma multidão reunira-se junto do cadafalso, incluindo uma dúzia de seguidoras de acampamentos em vários graus de nudez. Jaime reparou num homem que trazia uma harpa.
– Você. Cantor. Venha comigo.
O homem tirou o chapéu.
– Às ordens do senhor.
Ninguém proferiu uma palavra no trajeto de volta ao barco, com o cantor de Sor Ryman a segui-los.
(AFFC, Jaime VI)
Tom fica sabendo de duas coisas na cena acima: 1) Ryman Frey, herdeiro de Lorde Walder, está deixando Correrrio, provavelmente retornando às Gêmeas. 2) Os reféns do Casamento Vermelho mantidos nas Gêmeas podem em breve ser transferidos para a custódia de Lannister e presumivelmente levados para Porto Real.
Uma possível terceira descoberta é que o Regicida é um comandante competente, o único homem com autoridade suficiente para por ordem nos Freys birrentos. Tom perde pouco tempo - não mais do que os dois dias que Correrrio leva para se render - entrando em contato com seus companheiros fora da lei sobre os planos de viagem de Ryman.
No próximo capítulo de Jaime, a Senhora Coração de Pedra emboscou Ryman e sua comitiva.
[Jaime] Em vez de regressar ao castelo de imediato, atravessou uma vez mais o Pedregoso para fazer uma visita a Edwyn Frey e discutir a transferência dos prisioneiros do bisavô. A hoste Frey começara a se desagregar horas depois da rendição de Correrrio, à medida que os vassalos e cavaleiros livres de Lorde Walder iam desmontando os acampamentos para se dirigirem para casa.
Os Frey que ainda restavam se preparavam para partir, mas foi encontrar Edwyn com o tio bastardo no pavilhão deste último.
Os dois estavam debruçados sobre um mapa, discutindo acaloradamente, mas calaram-se quando Jaime entrou.
– Senhor Comandante – disse Rivers com fria cortesia, mas Edwyn exclamou: – O sangue de meu pai está em suas mãos, sor.
Aquilo apanhou Jaime de surpresa.
– Como assim?
– Foi você quem o mandou para casa, não foi?
Alguém tinha de fazê-lo.
– Aconteceu algum infortúnio a Sor Ryman?
– Foi enforcado com toda sua comitiva – disse Walder Rivers. – Os fora da lei os capturaram duas léguas a sul de Feirajusta.
– Dondarrion?
– Ou ele ou Thoros, ou aquela mulher, Coração de Pedra.
Jaime franziu as sobrancelhas. Ryman Frey tinha sido um idiota, um covarde e um beberrão, e não era provável que alguém sentisse muitas saudades do homem, em particular os outros Frey. Se os olhos secos de Edwyn eram indicação de algo, nem mesmo seus próprios filhos fariam luto por ele durante muito tempo. Mesmo assim... Esses fora da lei estão se tornando ousados se se atrevem a enforcar o herdeiro de Lorde Walder a menos de um dia a cavalo das Gêmeas.
– Quantos homens Sor Ryman tinha consigo? – quis saber.
– Três cavaleiros e uma dúzia de homens de armas – disse Rivers. – É quase como se soubessem que ele ia regressar às Gêmeas, e com uma escolta pequena [...]
“Se você me perdoar por me intrometer na sua dor”, [Jaime] – Perdoe-me por me intrometer em sua dor – disse secamente –, mas temos outros assuntos a ponderar. Quando regressar às Gêmeas, por favor, informe Lorde Walder que o Rei Tommen exige todos os cativos que aprisionaram no Casamento Vermelho.
Sor Walder franziu as sobrancelhas.
– Esses prisioneiros são valiosos, sor.
– Sua Graça não os pediria se fossem inúteis.
Frey e Rivers trocaram um olhar. Edwyn disse: – O senhor meu avô esperará uma recompensa por esses prisioneiros.
E a terá, assim que me crescer uma nova mão, Jaime respondeu em pensamento.
– Todos nós temos esperanças – disse com brandura.
(AFFC, Jaime VI)
Muitos dos senhores do rio, de má vontade, dobraram os joelhos porque seus parentes ainda estão em cativeiro, da mesma maneira que Manderly diz concordar com os Boltons, mesmo sofrendo com a presença de Freys em sua corte, até que seu filho e herdeiro mais velho, Wylis, lhe é devolvido. Lorde Piper, por exemplo, que sai furioso do conselho de guerra de Jaime, provavelmente não quer nada além de passar Edwyn na espada, a menos que veja voltar ao lar seu filho primogênito, Marq.
Nenhum Frey estaria a salvo de represálias sangrentas caso os reféns do Casamento Vermelho escapassem a caminho de Porto Real. E a Irmandade sem Bandeiras poderá em breve estar em posição de facilitar exatamente essa fuga da prisão, tendo sido avisada da transferência graças a Tom.
Esta, no entanto, não é a única operação que a Irmandade sem Bandeiras poderia realizar. Pois Tom permanece em Correrrio no final de O Festim dos Corvos.
Lorde Emmon [Frey] reuniu Correrrio inteiro no pátio, tanto a gente de Lorde Edmure quanto a sua, e falou-lhes durante quase três horas sobre o que se esperava deles, agora que era seu chefe e senhor. De vez em quando brandia o pergaminho, enquanto moços de estrebaria, criadas e ferreiros escutavam num silêncio taciturno e uma ligeira chuva caía sobre todos.
O cantor, aquele que Jaime tomara de Sor Ryman Frey, também estava ali, escutando. Jaime deu com ele em pé numa porta aberta, onde estava seco. [...]
– Esperava que partisse com os Frey.
– Aquele ali em cima é um Frey – disse o cantor, indicando com a cabeça Lorde Emmon. – E este castelo parece um lugar bem aconchegante para passar o inverno. [...]
– Deve se dar magnificamente com a minha tia – disse Jaime. – Se espera passar o inverno aqui, assegure-se de que sua música agrade à Senhora Genna. É ela que importa.
– Você não?
– Meu lugar é junto do rei. Não ficarei aqui por muito tempo.
– Lamento ouvir isso, senhor. Conheço canções melhores do que “As Chuvas de Castamere”. Podia ter tocado para o senhor... Oh, sim, todo tipo de coisas.
(AFFC , Jaime VII)
Agora, lembre-se de que Daven Lannister está noivo de uma Frey: “Casarei e dormirei com minha doninha, nada tema. Sei o que aconteceu a Robb Stark. (Jaime V, AFFC) Jaime viaja para Covarbor, onde em A Dança dos Dragões ele trata com os Brackens e os Blackwoods, mas Daven é visto pela última vez em Correrrio, e especula-se que ele planeja se casar lá antes de tomar a estrada para Rochedo Casterly.
Nesse caso, bem, a Senhora Coração de Pedra talvez pretenda convidar a si mesma e a seus homens sem aviso prévio para um segundo Casamento Vermelho. A Senhora Genna não agradecerá a Jaime por ter colocado um alvo grande e gordo suas costas, e o próprio Lorde Walder pode decidir participar das festividades por uma oportunidade de se vangloriar do castelo subjugado de seus antigos senhores, os Tullys. A conversa de Tom sobre outras músicas – melhores que “As Chuvas de Castamere”, uma infame deixa musical para matança e caos – é bastante ameaçadora.
Mas ainda há mais! E é aqui que as coisas ficam realmente interessantes, em minha opinião.
[Jaime] Voltou-se novamente para a Senhora Mariya [Darry, esposa de Merrett Frey].
– Os fora da lei que mataram seu marido... eram do bando de Lorde Beric?
– Foi o que pensamos a princípio – embora os cabelos da Senhora Mariya estivessem salpicados de grisalho, ainda era uma mulher de aspecto agradável. – Os assassinos se dispersaram quando saíram de Pedravelhas. Lorde Vypren seguiu um bando até Feirajusta, mas ali perdeu o rastro. Walder Negro levou cães de caça e caçadores para o Atoleiro da Bruxa atrás dos outros. Os camponeses negaram tê-los visto, mas quando foram interrogados intensamente cantaram uma cantiga diferente. Falaram de um homem de um olho só e de outro que usava manto amarelo... e de uma mulher, coberta por manto e capuz [...] Os camponeses queriam fazer que acreditássemos que seu rosto estava rasgado e cheio de cicatrizes, e que seus olhos eram terríveis de contemplar. Dizem que liderava os fora da lei.
– Liderava-os? – Jaime achava difícil acreditar naquilo. – Beric Dondarrion e o sacerdote vermelho...
– ... não foram vistos – Senhora Mariya parecia ter certeza [...]
Walder Negro seguiu essa mulher encapuzada e seus homens até onde?
– Os cães voltaram a farejar seu cheiro ao norte do Atoleiro da Bruxa – disse-lhe a mulher mais velha. – Ele jura que não estava mais de meio dia atrás deles quando desapareceram no Gargalo. [...]
Eu não acharia os cranogmanos incapazes de abrigar alguns fora da lei, [disse Sor Danwell Frey].
(AFFC, Jaime IV)
O homem homem de um olho só é Jack Sortudo, o outro é Limo Manto Limão e, é claro, a mulher encapuzada é a Senhora Coração de Pedra. Também não é a primeira vez que alguma encarnação de Catelyn Stark visita o Atoleiro da Bruxa.
Cinco dias mais tarde, os batedores [de Robb] retornaram para preveni-los de que as águas da enchente tinham arrastado a ponte de madeira em Feirajusta.. [...]
Robb olhou para Catelyn.
– Há mais alguma ponte?
– Não. E os vaus estarão intransitáveis. – Tentou vasculhar a memória. – Se não conseguirmos atravessar o Ramo Azul, teremos de rodeá-lo, por Seterrios e pelo Atoleiro da Bruxa.
(ASOS, Catelyn V)
No final do capítulo, a hoste de Robb passou por Pedrasvelhas e Seterrios antes de esbarrar no Atoleiro da Bruxa. Jason Mallister os alcança, e lá Robb chama seu último conselho como Rei no Norte. Os leitores há muito tempo se perguntam o que aconteceu com o decreto de Robb, assinado e com testemunhas, no qual nomeou um herdeiro (provavelmente um Jon legitimado).
[Robb] pegou uma folha de pergaminho. – Mais uma coisa. Lorde Balon deixou o caos atrás de si, esperamos nós. Eu não farei o mesmo. Mas ainda não tenho um filho, meus irmãos Bran e Rickon estão mortos e minha irmã encontra-se casada com um Lannister. Refleti longa e duramente sobre quem poderá me suceder. Ordeno-lhes agora, como meus senhores legítimos e leais, que coloquem seus selos neste documento como testemunhas de minha decisão.
(ASOS, Catelyn V)
O documento não vai para o norte com Galbart Glover e Maege Mormont, que expressamente portavam cartas falsas, razão pela qual costuma-se temer que tenha sido perdido nas Gêmeas, no caos após o Casamento Vermelho. Outra possibilidade, no entanto, é que o documento tenha sido guardado em Atoleiro da Bruxa e agora tenha sido recuperado pela Senhora Coração de Pedra. Que, por sua vez, por uma verdadeira reviravolta irônica, entregaria a suposta prova da realeza de Jon em Atalaia da Água Cinzenta por segurança, aos cuidados de Howland Reed, que então conhece mais as coroas que Jon tem direito do que qualquer outro homem vivo no mundo de As Crônicas de Gelo e Fogo.
Tudo isso, se verdadeiro, significa que a Senhora Coração de Pedra é mais capaz de pensamento racional do que se acreditava. Conforme segue dizendo a teoria, sua sede de sangue inicial foi saciada, a Catelyn morta-viva começou a se lembrar mais de sua vida anterior, especificamente a vontade de Robb de que Jon o sucedesse como rei. Catelyn foi inflexivelmente contra isso, mas depois do Casamento Vermelho e que ressuscitar de sua cova aquosa a mudaram terrivelmente, ela tem alvos muito melhores para seu ódio do que o bastardo do falecido marido.
Jon pelo menos amava muito a família dela, também pensava em Ned como pai e Robb como irmão. Ele protegeria Sansa e Arya de todos os que poderiam lhes causar dano se as meninas fossem encontradas e, confessadamente, quer trazer morte e destruição para a Casa Lannister (AFFC , Samwell I/ ADWD, Jon II), sendo barrado de buscar vingança apenas por sua honra teimosa e seus votos à Patrulha da Noite.
O tempo da Irmandade sem Bandeiras e bandos fora- da-lei similares é limitado. O inverno está chegando e, mesmo com o apoio dos plebeus, será difícil continuar uma vida de guerrilha contra os Lannisters e Freys. Quem pode continuar a busca de vingança da Senhora Coração de Pedra? E talvez reviver as esperanças dos homens do norte e dos nobres das Terras Fluviais derrotados na causa pela qual Robb morreu? De independência do Trono de Ferro que desde então sancionou a quebra do sagrado direito de hóspede de não matar os seus?
De qualquer forma, a Catelyn morta-viva parece extraordinariamente contemplativa em sua cena final de O Festim dos Corvos, eu acho. E, o mais impressionante, ela tem o que foi identificado por descrição como a coroa de Robb, tirada de Sor Ryman, que não sentirá sua falta.
Uma mesa de montar tinha sido erguida do outro lado da gruta, numa fenda da rocha. Por trásdela encontrava-se sentada uma mulher toda vestida de cinza, com um manto e um capuz. Tinhanas mãos uma coroa, um aro de bronze rodeado por espadas de ferro. Estava estudando-a,afagando as lâminas com os dedos, como que para verificar se estavam afiadas. Os olhoscintilavam sob o capuz.
(AFFC, Brienne VIII)
A Senhora Coração de Pedra é sem dúvida sincera em seu desejo de ver Jaime morto. Imagine, no entanto, que, se ela o mata imediatamente ou o manda em uma perseguição louca atrás dos rumores sobre Sansa, ela terá perdido o único comandante inimigo eficaz, devidamente designado como representante do Trono de Ferro. E isso no momento em que a Irmandade Sem Bandeiras aparentemente está se preparando para a ação, com um espião em Correrrio enquanto as forças de Lannister e Frey se dispersam pelas terras fluviais, (demasiado) confiantes de que a guerra terminou com vitória.
Existe racionalidade por trás loucura da Senhora Coração de Pedra? Talvez. Beric Dondarrion era capaz disso, mas a Catelyn morta-viva estava muito mais longe quando reviveu e havia enlouquecido de pesar no momento da morte. Por outro lado, ela é consciente o suficiente para liderar a Irmandade sem Bandeiras, reconhecer seus inimigos e atar Brienne à sua promessa de serviço (por mais cruel que sejam os métodos empregados).
Infelizmente para os Lannisters e Freys (e talvez para os Boltons, também, mesmo que estejam ao norte do Gargalo), sua morte não é algo que a Senhora Coração de Pedra está planejando sozinha.
submitted by altovaliriano to Valiria [link] [comments]


2020.02.23 00:26 -Galactic_Cat- Tocando a vida, finalmente

Ano passado eu reclamei pra krl nesse sub, q minha amiga n gostava de mim, q eu ficava frustrado com estudos, problemas com masturbação, problemas de autoestima....Eis q a vida da uma reviravolta, fui atras duma menina q gosta de mim(ta certo de eu ir ver o pai dela), to me aproximando da minha família, to sendo mais agradável socialmente, meus livros chegaram, to ajudando meu pai no serviço e eu to confiante q estou no caminho pra um trabalho numa padaria (ta certo pra eu ir aos domingos pra aprender)
E esse negocio ta sendo até q bom pra mim, por mais q n consegui o curso de meu gosto, q meus colegas de classe tão passando em estagio, q meninas atraentes ainda n gostam de mim...é um sentimento de esperança, uma luz no fim do túnel, uma voz q diz "qual a graça de uma historia sem dificuldades?"
Se eu n tiver uma recaída, minha coragem ta voltando pra voltar a estudar e correr atras dos vestibulares dnv
submitted by -Galactic_Cat- to desabafos [link] [comments]


2020.02.05 00:04 contadescartavel123 Tive vergonha de desabafar aqui

Olá, tudo bom? Pra ser sincero, depois de ler alguns posts aqui, fiquei até com vergonha de postar o meu. Pois bem, a situação é mais ou menos a seguinte: eu tive depressão praticamente 2/3 da minha vida e por conta disso sou quase um autista na arte do flerte. Eu consigo manter uma conversa com qualquer um numa boa mas aparentemente não consigo demonstrar as minhas intenções pras garotas, muito embora eu tenha tentado isso pouquíssimas vezes na vida. Pra complicar, já estou bastante velho (tenho 29) e sou virjão, fato que talvez seja relevante, mesmo que ninguém acredite. Vira e mexe eu vejo mulheres olhando pra mim na rua mas eu tenho uma paranóia de nunca saber se elas me acharam bonito ou se elas estão só olhando porque tem que olhar pra alguém mesmo. É aquele tipo de olhada que quando a pessoa que você está olhando resolve olhar pra você, você acaba desviando o olhar, sabem? Eu geralmente faço isso quando estou olhando pra pessoas que eu considero bonitas, mas como me considero um retardado tenho em mente que não sou parâmetro pra nada em relações sociais. Sempre que acontece isso eu tenho que ir no banheiro pois eu acho que tem alguma coisa errada na minha cara ou na minha roupa mas nunca tem nada. O fato de ninguém sequer me zoar de virjão me parece um indicativo que eu deva ter uma beleza pelo menos mediana ou que eu finjo bem, então creio que o meu problema seja algo na comunicação em vez de ser algo físico.
Agora mesmo, resolvi ir na academia e aconteceu exatamente essa situação com uma menina. Como ela estava naquele aparelho de ficar subindo uma escada infinita eu pensei em falar alguma coisa mas como foi tudo rápido, acabei não falando nada.
Sempre tive em mente por conta disso que eu iria morrer sozinho mas estou começando a sentir o chamado da natureza pra ter filhos e constituir uma família. Infelizmente eu caí no conto no niilismo e tenho tentado encontrar algum motivo pelo qual valha a pena viver. Pelas conversas que eu tive com o meu pai, acho que um filho seria isso. Pode não ser o caso e eu posso acabar sendo um péssimo pai e fazendo a criança sofrer mas creio que não.
Acho que eu queria saber mesmo como fazer pra iniciar uma conversa agradável com mulheres, de modo que eu consiga demonstrar segundas intenções. Eu até tenho um instagram mas nunca postei uma foto nem conversei com ninguém lá.
submitted by contadescartavel123 to desabafos [link] [comments]


2020.02.03 03:32 octosqu1d Me sinto uma farsa

Eu quero começar o texto dizendo que eu tenho borderline, então conseguir laudos pra mim foi um pouco difícil pela natureza da doença. Enfim. Eu me descobri trans tarde. Eu sempre tive um desejo de ser homem, mas não sabia que era possível ser homem trans, gostas de coisas fofas e de bem, homens. Basicamente eu tinha essa ideia de que pessoas trans eram todas heteros e nao dentro dos padroezinhos impostos de genero (nada contra quem é, mas eu achava que essa era a ÚNICA possibilidade). Pois bem, esse texto nao é sobre como me descobri trans então nao vou entrar em detalhes sobre como ocorreu, mas eu tinha já meus 21 anos. E não, não tive sinais na infância, sempre gostei de coisas fofas "de menina". No máximo eu tive uma fase emo.
Enfim, sou um homem trans gay que gosta de rosa, coisinhas fofas, pelúcias e videogames estilo animal crossing. Odeio esportes e tenho 0 interesse na maioria dos hobbies "de homem", com exceção de videogames. Claro eu sei que isso não me faz menos homem.
Eu comecei T e fiquei tão feliz com os efeitos, finalmente ter uma barba, ainda que cagada foi mágico. Parar de me depilar foi libertador. Cortar o cabelo curto além de me dar mais passabilidade foi tudo de bom, amei a praticidade e acho que fiquei mais bonito sem o cabelo escondendo meu rosto. Depois de muita batalha consegui o bendito laudo pra mastectomia e fiz. No momento estou em recuperação. E eu estou feliz, eu odiava demais meus peitos e tirar eles era um sonho. Minha ficha ainda nao caiu, eu ainda acho que a faixa vai sair e os peitos vão estar lá, mas não é esse o ponto. Eu me sinto nao trans o suficiente. Eu não entendo. Eu tenho repulsa que me chamem no feminino, eu gosto das mudanças em t, meu nome morto parece alien pra mim já, mas eu sinto que não é o suficiente?
Eu se a minha mãe tiver certa e for só um sintoma do meu borderline? E se eu rejeitei meus peitos porque meu ex nao me respeitava e ficava pegando neles? Ou eu so ja nao gostava que ele pegasse pq a disforia ja tava ali? Uma das coisas q eu fiz foi falar pra ele da cirurgia. Eu precisava dessa closure. Por que?
Eu também nao tenho disforia genital e sou passivo, eu sinto que eu deveria ter mais disforia com meus genitais? Eu ate considerei cirurgia, mas nao me parece agradável todo o trabalho so pra ter um penis. Minha psiquiatra disse que é comum pessoas trans optarem por n fazer srs, mas...é mesmo?
Enfim eu estou finalmente confortavel com meu corpo, nao pretendo parar t nem me arrependo da mastec, mas sinto que eu to sendo trans do jeito errado ou que eu nao sou digno de me dizer homem :/
submitted by octosqu1d to transbr [link] [comments]


2020.02.02 17:01 ankallima_ellen As Aventuras de Gabi nas Terras do Estrogênio – Sexagésima Quinta Semana – Visibilidade Trans

Como estou um pouco atrasada com as páginas do meu diário e não posso deixar o final de semana após o dia da visibilidade trans passar em branco. Deixo-lhe um relato adicional!
-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
E se eu lhe falasse que o oceano é da cor de vinho escuro? Diria-me louca? Muito provavelmente. Ora, todos sabemos que o mar é azul e não roxo. E se, agora, dissesse-lhe que tal desvairada descrição é a que prevalece na Odisseia? Obra clássica do poeta mais aclamado da antiguidade. Só poderia estar de brincadeira. Infelizmente, não. De fato, muitas línguas antigas, como o grego arcaico, não tinham palavras para o azul.\1]) Mas o que isso significa? Que até poucos séculos atrás não enxergávamos tal cor? Certamente, o céu não passou subitamente a ser azul. Uma mutação tão grande e em tão larga escala? Improvável em tão pouco tempo. Logo, resta apenas a hipótese de que não tínhamos a percepção dessa tonalidade. O motivo sugerido: não termos uma palavra para descrevê-la.
Muito interessante tudo isso, mas o que isso tem a ver com a causa trans? Sobretudo com o dia da visibilidade trans que ocorreu nessa semana que terminou. Continue comigo mais um pouco, que estamos chegando ao ponto. Todo esse prelúdio foi para, a partir de algo tão mundano quanto a definição de uma cor, mostrar que somos seres baseados em linguagem. Ela não apenas nos fornece um meio de comunicação, mas uma forma de perceber o mundo. Assim, se não temos uma palavra para descrever um certo conceito, muito provavelmente não o perceberemos. Precisamos de palavras para decodificar e assim entender a realidade.
Agora, pense-se criança. Em sua mais tenra infância. Por concreteza da elucubração, suponha-se marcado como menino ao nascer. Vestem-lhe com calças e camisetas azuis, mas tudo o que você deseja é um vestido rosa. Presenteiam-lhe com bolas e carrinhos, porém quer mesmo é brincar de boneca. Supõem que você deve ser ativo fisicamente, bruto, quando não violento. Lutas e futebol. Contudo, almeja a delicadeza e a leveza. Quer dançar, cantar, gesticular livremente. Seu corpo antes solto deve ser preso. Não desmunheca! Não balança esse quadril. Não oscila essa voz! Nas festas juninas, pintam-lhe uma barba como a de seu pai. Uma máscara pesada para sufocar-lhe o desejo pelo batom vermelho de sua mãe. Tudo isso dói muito. Mas por que?
Dissonâncias diversas. Entretanto, como discordar? Você nasceu com um pênis entre as pernas. Esse é o seu destino. Tivesse nascido com uma vagina, as coisas seriam diferentes. Mais ao seu gosto. Você não entende. Quer ser diferente. Mas isso é impossível. Só há meninas com vaginas e meninos com pênis. Uma dicotomia que aparentemente lhe colocou do lado errado. Resta-lhe sonhar com o cabelo longo, as orelhas furadas, o vestido e o batom. Uma realidade que nunca será sua. Sabe que não é menino. Sabe que não pode ser uma menina. O que você é, então? Desespero existencial.
Mal sabia que tudo que lhe faltava era uma palavra. Como o azul para descrever o oceano, ansiava pelo termo transgênero. De um súbito a revelação. Um alumbramento perdido em uma noite aparentemente ordinária. Bastava-lhe essa palavra para dar sentido a sua existência. Agora, sabia o que era. Um pequeno passo para começar a longa jornada que um dia salvaria a sua vida.
Precisamos incorporar a palavra transgênero em nossos vocabulários. Torná-la um termo agradável e não um desprezível sinônimo para fetiche, marginalidade, pobreza, falta de perspectiva e prostituição compulsória. Nossas crianças precisam saber que ser trans não é o fim da linha, apenas o começo de uma existência repleta de serenidade. Precisam saber que existem pessoas trans felizes e realizadas: empresárias, modelos, atrizes e professoras. Visibilidade não é apenas lutar pela inclusão e direitos, mas também mostrar que é possível. Inspirar!
[1] https://www.sciencealert.com/humans-didn-t-see-the-colour-blue-until-modern-times-evidence-science
submitted by ankallima_ellen to transbr [link] [comments]


2020.01.22 15:29 coracaothrowaway Dor que simplesmente não passa.

Oi oi oi, pessoas. Tudo bem? Eu vim aqui fazer um desabafo por que me sinto muito desolado com a situação que vivo hoje. Então senta aí que vocês vão ouvir um marmanjo choramingando.
Tenho 21 anos e faço História em uma federal do sudeste, sempre fui muito inteligente segundo as pessoas (rs) mas sempre tive problemas com mulheres. Eu sempre pedia conselhos das minhas amigas no ensino médio e nos primeiros semestres da faculdade. Até quando uma amiga falava que não queria falar comigo eu pedia uma consultoria dela (rs) para o que eu poderia mudar.
Mas tudo isso muda quando eu conheço ela. Chamaremos ela de Frida, por que ela é fã. Eu e Frida nos conhecemos em uma roda de debate na facul, no mesmo dia nos encontramos em um sarau à noite, também na facul. Puxei minha melhor amiga no canto e pedi umas dicas. Fui lá e consegui um beijo! Ela era a moça mais linda que já vi, inteligente, trocava um papo da hora, entendia bem de política e ainda envolvida em movimentos estudantis, me apeixonei na mesma hora.
Não foi meu primeiro, mas cara, como eu queria que fosse. Trocamos números e continuamos a conversar todos os dias, nos vendo também, às vezes rolando e às vezes não rolando essa ficada
Certo dia, uma amiga me falou que era pra eu chamar ela pra minha casa assistir Netflix. Ela me chamou pra ir pra casa dela, pois achava melhor e era pra eu levar uns filmes para nós, já que seria mais legal do que Netflix. Fiz uma seleção de filmes top, sabia que tinha que impressionar já que ela faz artes cênicas. Decidir fazer o meu move, nos beijamos e perguntei se eu podia tirar minha camisa. Ela falou que não, por que ela não era assim. Depois desse dia, nunca mais nos falamos do mesmo jeito.
Passada umas semanas eu chamei ela pra sair, ela aceitou, mas falou que levaria um amigo. Eu aceitei, pois queria muito vê-la. Frida levou esse rapaz, que vamos chamar de João. João é gay e tava afim de mim, segundo Frida, desde pouco depois de eu ter começado a ficar com ela, pensei que era um menáge, mas não era nada disso, ela tava tentando me arranjar para o cara. Até aí tudo bem, eu peguei um Uber p casa depois de uma noite agradável em um boteco. João puxou papo comigo no whats e eu continuei a conversar com ele. Quando ele perguntou se eu queria ficar com ele, eu fiquei com medo de caso eu dissesse não ele fosse falar pra Frida e eu perdesse o amor da minha vida. Aí eu disse que sim.
Alguns dias depois Frida me chama p sair com João e mais um cara misterioso e quando eu chego lá, bum. É um dos caras mais detestáveis que eu conheço ele é minion, fútil que só pensa em academia e ainda ficava com uma amiga minha e de Frida e saiu espalhando que “comeu” ela pra todo mundo. Eu me segurei pra não falar umas poucas e boas pra ele (rs) mas deixei por isso. Então Frida começou a falar umas coisas sobre cotas e ele se posicionou contra ela, e eu logo tentei argumenatar a favor dela, mas ela só ficava discutindo mais com ele, como se eu não estivesse ali.
Ele só falava merda, falou na frente de Frida que tinha achado uma menina da sala dele gostosa e etc. E eu tava visivelmente desconfortável. Noite vai e vai, vou ao banheiro, quando eu retorno Frida e o machinho se beijando. Meu mundo caiu ali. Eu sentei e eles continuaram a se pegar. Foi aí que João olhou pra mim e pediu um beijo, eu dei só um selinho e saí falando que tava com diarreia.
Eu vomitei de puto que eu tava naquele dia, só queria me matar, como ela tão esclarecida ficava com um idiota daqueles? Dois dias depois resolvi desabafar com uma amiga em comum, ela me falou que ele era um babaca mesmo e ela me falou pra expor os meus sentimentos pra Frida.
Ligando no mesmo dia, à noite pra Frida, ela não atendeu. Mandei uma música de Rubel pra ela (favorita nossa) e ela só falou pra eu ligar depois. Continuei insistindo na ligação e uma hora ela atende irritada, falando que tava com o babaca. Eles dormiram junto.
Eu passei a noite ligando pra minha psicóloga e fazendo exercícios de ansiedade.
Isso foi ontem.
E ainda não passou.
Foi mal pelo throwaway escancarado.
Ass. Um coração doído
submitted by coracaothrowaway to desabafos [link] [comments]


2019.11.01 13:11 IgnusIncubus Eu criei um mini-conto de terror que talvez vocês gostem

A noite cobria toda a floresta gélida com seu véu impenetrável de escuridão. A neve se acomodava floco por cima de floco por cima de floco, junto com o peso calmo e sereno do gelo que caía delicadamente, algo também 'clicava' dentro da mente dele. Jonas era só um guarda florestal que amava cuidar da floresta e gostava, especialmente, de sentir o ar gelado e agradável que só o seu cantinho especial no bosque lhe permitia sentir. Era tudo que ele mais gostava, ele ficava com os pés dentro do lago lendo um livro quando estava calor, subindo nos pontos mais altos das árvores e colinas quando estava ensolarado para ver o céu e as nuvens e quando era outono, ele gostava de ouvir alguma música calma, porém alta, enquanto tomava chocolate e assistia as folhas caírem de sua torre na floresta. Claro, era um trabalho ótimo, isso por que metade dessas coisas não são tecnicamente legais para se fazer enquanto trabalha, porém, não havia ninguém ali para julgá-lo ou impedi-lo. Noites como essa, no fim do inverno, ele gostava de sair de noite para ficar na clareira por perto, no seu cantinho com as duas pedras formando um L. Ficar ali lendo um livro ou só aproveitando o ar fresco era o passatempo favorito de Jonas. Porém, conforme algo na mente do guarda finalmente clicava e entendia, ele finalmente percebeu; aquilo, na sua frente, destroçado e ensanguentado, descansando morbidamente em cima de sua pedra favorita.. aquilo era alguém. Uma pessoa. Uma menina. Com cachos dourados e sangue vermelho, o corpo dela se espalhava numa área de cinco metros em volta da pedra, seu vestido rasgado mostrando seu seio ainda jovem pálido e duro com o frio, da auréola tentava pingar uma única gota de sangue congelado. Há quanto tempo ela estava ali? De cabeça pendendo para baixo, olhando para ele e pingando sangue na neve? Há quanto tempo ele estava ali? Sendo atormentado por aqueles olhos inocentes e vidrados de uma criança morta, de uma criança que nunca será. Ele, ainda petrificado, olhou em volta: espalhado naquela área em volta das pedras, os membros dela se encontravam já congelando no frio abaixo de zero da floresta, a carne de sua coxa esquerda estava lacerada e o fêmur espetava para fora, a perna direita fora torcida várias vezes até que todas as juntas fossem desfeitas e caíssem separadas, o braço direito estava severamente queimado com pedaços de pele desmanchando de sua superfície e o braço esquerdo não se encontrava em lugar algum.

"O que caralhos aconteceu aqui..." a própria voz assustou o grande e maciço guarda florestal, essa pode ter sido a pior coisa que ele presenciou em toda sua vida.

Com mais nenhuma força mental ou física, o homem de quarenta e dois anos, que vivia uma vida relaxada e normal, que era feliz e calmo e que não chorava desde os cinco anos de idade, desatou a chorar sem conseguir pensar no que fazer.

O que aconteceu aqui?
submitted by IgnusIncubus to EscritoresBrasil [link] [comments]


2019.09.27 05:52 asafalmeida07 A grande problemática do ódio na política

Algo que está muito visível hoje no mundo é o ódio claro que as pessoas têm por outras que discordam ou dizem coisas que vão contra suas ideias. Essa semana vi um caso fatídico, na cúpula do clima a menina Greta, sueca e engajada em movimentos ambientalistas, olhou com uma cara de extrema raiva para o presidente dos Estados Unidos Donald Trump. Mesmo que Trump não seja a pessoa mais agradável do mundo, o ódio expresso por ela através de sua afeição mostrada na foto é revelador, não apenas para esse caso, mas para a mentalidade de toda uma geração de jovens pensantes, ou não. Convivo com jovens universitários todos os dias. Nas discussões em sala de aula algo muito preocupante vem acontecendo: as pessoas não estão confrontando mais umas às outras, isso virou “baixaria” sendo que essa é a essência do que é debate. Porém, é interessante observar que o ponto de vista mais bem defendido é justamente o pensamento progressista, isto é, pensamentos sociais opostos aos valores cristãos estabelecidos na sociedade. Não se vê mais pensantes que vejam as coisas diferentes, isso porque existe o medo da exclusão social, de ser taxado como preconceituoso e isso gerar confusões terríveis. Os pensantes são chamados de irracionais e excluídos pela maioria. A grande solução para isso é se posicionar. Não tenha medo de perder. Quando mais perdemos mais, na verdade, ganhamos. Mesmo que o ambiente seja hostil aos que pensam diferente realmente, precisamos continuar.
submitted by asafalmeida07 to u/asafalmeida07 [link] [comments]


2019.09.24 15:03 BlurRex Ajude um bissexual

Oi você, eu sou bissexual e tenho 22 anos e algumas dúvidas. Nunca me relacionei com mulheres só com homens, com mulher não aconteceu nada ainda pq acho mais difícil. Indo direto às dúvidas:
Um breve resumo: quero transar com mulher mas tenho medo de:
- engravidar a menina(eu sei que camisinha previne mas... qualquer gotinha de porra ja pode me fazer ter que ouvir galinha pintadinha repetidamente)
- Não sei como lidar com o ponto G da menina mesmo vendo vídeo não entendi(e prazer pra ambos é essencial)
- e podem rir, mas me falaram que tem o buraco certo pra meter e eu não sei qual é. Eu não pesquisei isso ate o momento que escrevo esse textão, mas vou pesquisar.
- Tenho medo da possessividade(que pode acontecer tanto com homem ou mulher, mas vi isso muito mais em mulher(PERDÃO)
Agora leia o texto se quiser, explico uns motivos e me aprofundo no meu maior medo que é a gravidez.
Quero me relacionar com uma mulher(só sexo provavelmente, mas nada "gostei, transei, vazei" algo que seja agradável para ambos, mas nada muito robótico e superficial) porém eu tenho medo de algumas coisas como a gravidez, eu não sei como funciona o período fértil de uma mulher, estudei isso no ensino fundamental mas nem dei muita bola(kkkkkk na época achava que eu era só gay. me fodi!) tenho muito medo de transar e esperar receber mensagem pedindo mais(ou não), mas acabar recebendo "bora marcar o chá de fralda" e meu outro medo é que me disseram
Eu tenho medo de mulher. Das pessoas que conheci e que estavam ficando com alguém ou namoravam, a mulher sempre era um enigma(agora eu te entendo Gaga) e eu ficava sem entender o que elas realmente queriam que o macho delas fizessem. Uma simples ida ao shopping já dava uma discussão que sabe se lá pq começou, isso me traumatizou. Eu já sabia que era Bi há 4 anos, mas devido a essas vivências e o medo que existe desde sempre, eu só fiquei com homem mas PQP, enjoei, o homem gay perdeu os limites do bom senso. Eu olho para mulheres e vejo algo muito maior, mais legal(a idealização meu pai... sei que nem sempre é assim, calma lá militância) eu me relaciono muito bem com mulher(eu acho pelo menos), sei conversar com a maioria até quem nunca vi na vida consigo chegar e falar. Mas quando o assunto é amoroso, é outros 500 nunca passei dessa linha e sempre fui a poc que falava de macho pras colegas de escola(hoje não mais, AMÉM EVOLUÇÃO!)
meninos e meninas bissexuais ou não, me ajudem eu não tenho com quem falar sobre isso, como vcs lidam com tudo isso?
submitted by BlurRex to desabafos [link] [comments]


2019.08.15 15:21 LucasScheid Xícara de Açúcar

Vamos lá, estava conversando com uma menina que foi na minha casa um certo dia bebemos e conversamos, ela era amiga de uma colega, uma noite boa e agradável, estávamos Eu, ela a amiga dela e meu amigo que mora comigo, depois dessa noite mantemos um certo contato, isso foi na quarta, sexta dei uma festa de despedida para um amiga que estava trocando de cidade, festinha bacana pra umas 50 pessoas todo mundo fico LOKÂO, eu comecei a ficar com uma maluca lá ai ela viu e ficou com outros cara até ai tudo bem, todo mundo solteiro, a festa acabou ai na outra semana na segunda feira comecei a falar com ela, perguntei se o ap que ela mora, tinha vaga, pois um colega de trabalho estava procurando um lugar aqui na região, ai ela me disse "achei que estava que ia pedir uma xícara de açúcar" ai eu disse é verdade acabou o meu açúcar preciso fazer um bolo - para ñ perder a oportunidade já que ela começou a provocação ai papo vai papo vem, falei desce ai que estou indo ai, ela mora cerca de 2 quadras da minha casa, fui la ela desse toda descabelada, com uma criança no colo, e outra andando de mão dada, e me deu um pote de açúcar, eu não sabia oque fazer, disse não é esse tipo de açúcar que vim buscar, ela deu uma risadinha, brinquei um pouco com as crianças e despedi e fui embora, fiquei um pouco sem reação foi estranho e engraçado ao mesmo tempo, essas coisas só acontece comigo.
submitted by LucasScheid to desabafos [link] [comments]


2019.06.22 07:03 Doomguy1234 Ah, o bom e velho Transtorno de Ansiedade Social...

...sempre me tornando mais parecido com a definição de “lobo solitário”.
Quer dizer, não posso afirmar que tenho isso (vou chamar de TAS) porque, tecnicamente, nunca fui diagnosticado com tal condição. Não tem como isso acontecer se você vive criando infinitas desculpas para não conversar com nenhum ‘estranho’(ou psicólogo) que possa te dar o veredito, não é mesmo?
Tenho quase certeza que tenho isso. Bom, isso e mais uma característica essencial na minha vida: Transtorno de Personalidade Esquiva. São duas coisas quase iguais, mas diferentes, de alguma forma.
Sou incapaz de me divertir em festas, a não ser que tenha algum jogo, pra desligar a mente (truco, videogame, etc). Normalmente eu sou julgado como o certinho e o tonto do rolê porque eu não gosto de ficar transtornado e vomitando de tanto beber e fumar em festas de faculdade, baladas, ou oq seja.
A questão é que eu não faço nada disso porque eu tenho um histórico considerável de alcoolismo na família. Some isso às minhas suspeitas acima, e você tem uma receita poderosa para piorar a minha personalidade mais ainda. Eu não quero arriscar, já é ruim assim, imagina se piorar...
Eu também me sinto exausto depois de conversas mais sociais. Cada uma exige muito de mim. Deve ser porque eu não consigo dar uma continuidade agradável pra elas. Se as pessoas não colocarem assuntos em pauta, ela morre e fica um clima muito estranho no ar.
Na maioria das conversas em grupo eu sempre estou deslocado dos outros. Muitas vezes eu minto nos grupos pra não virar a piada da roda e ser ridicularizado. Não sei se funciona, capaz que não e ninguém tenha coragem de tirar a minha máscara na frente de todo mundo. Parece que eu nunca to sintonizado com os outros, é incrível. Eu nunca trago algo pertinente para a conversa, na maioria das vezes eu só fico escutando e rindo pra não incomodar. Ou eu saio de fininho no meio, ninguém percebe. Eu odeio o hábito de passar qualquer festa ou algo assim num canto menos movimentado olhando o celular quando eu poderia estar em casa fazendo algo mais produtivo pra mim. Não necessariamente estudando ou coisa do tipo, mas algum hobby, jogo, guitarra, qualquer coisa menos estar isolado num ambiente onde eu deveria estar associado.
O pior é quando fazem aquelas perguntas de tio:
“E as namoradinha, como q ta indo?”
“Quantas mina tu ja pegou numa festa mano?”
“Como foi sua melhor ficada parça?”
Daí eu não sei o que responder (por que são as únicas perguntas q eu não tenho um roteiro pronto) e fica pior ainda. “Nois vai levar vc na zona um dia, nem q seja amarrado”. Esse tipo de coisa me deixa MUITO desconfortável (acho q isso vale pra qualquer um, sei lá kkkkk), e é lógico q os FDP percebem e ficam insistindo...
Sabe, não sei ao certo pq resolvi escrever tudo isso (Fazem mais de 3 semanas q esse rascunho ta salvo no celular e eu to acabando só agora...), não é como se eu me sentisse absolutamente despedaçado quando estou sozinho. Eu aprendi a conviver assim, me acostumei já. Como eu disse, faço de tudo pra evitar contato muito pessoal com os outros. É melhor assim, não tenho que me preocupar com o que minha presença significa para as pessoas, não tenho que me preocupar em estar magoando elas ou fazendo algo ruim pra elas.
Não sou capaz de oferecer muito às pessoas. O pouco de coisa boa que eu tenho normalmente passa despercebido, quem sabe até por mim mesmo. Eu não consigo acreditar quando pessoal da família me fala que eu sou bonito pra caramba, que não é possível que eu não esteja namorando, quando eu sou muito afastado das meninas dos lugares que eu frequento e quando eu tenho uma dificuldade imensa de tirar boas fotos. Eu não acredito quando me falam que eu sou muito inteligente, que sou bom aluno e tenho um grande potencial, quando eu erro coisas tão simples e pequenas em provas e trabalhos. Eu não acredito quando me falam que eu sou um bom amigo quando tudo o que faço nas raras vezes que desabafam e pedem minha ajuda é ouvir e dar sugestões vagas pra proceder.
É uma barra sentir que você não faz muita diferença nos lugares. Bom, pelo menos eu já acostumei com isso. A personalidade esquiva ajuda bastante tbm. Ao menos eu to bem longe do julgamento do mundo, então dane-se isso.
Acho que é isso. Quem sabe eu só precisava ventilar um pouco, com a pressão de fim de semestre marcando em cima. Se você leu até aqui, muito obrigado por se importar o suficiente para ler tudo isso...
submitted by Doomguy1234 to desabafos [link] [comments]


4 coisas que EXCITAM O HOMEM na cama - YouTube Amando ser famosa - OBRIGADA PESSOAL!!! - YouTube Os Vegetais Ester a Menina que Virou Rainha Revisitando Myriam - a menina cristã iraquiana refugiada que perdoou o ISIS Me sentindo adoravel - YouTube Dani Russo - Forma Agradável (kondzilla.com) - YouTube OFERTA, AGRADÁVEL A TI O QUE AS MENINAS GOSTAM NA CONVERSA  Xô Falar - YouTube

Uma menina agradável gosta de manhã (editar agora): foto ...

  1. 4 coisas que EXCITAM O HOMEM na cama - YouTube
  2. Amando ser famosa - OBRIGADA PESSOAL!!! - YouTube
  3. Os Vegetais Ester a Menina que Virou Rainha
  4. Revisitando Myriam - a menina cristã iraquiana refugiada que perdoou o ISIS
  5. Me sentindo adoravel - YouTube
  6. Dani Russo - Forma Agradável (kondzilla.com) - YouTube
  7. OFERTA, AGRADÁVEL A TI
  8. O QUE AS MENINAS GOSTAM NA CONVERSA Xô Falar - YouTube

A agradável menina Myriam, de 11 anos, da cidade de Qaraqosh -Iraque, foi entrevistada novamente em Erbil em dezembro passado, um ano depois de sua primeira vez ao canal SAT-7, onde ela conta que ... Raquel, uma menina extrovertida rouba a cena durante as gravações de uma entrevista na TV vanguarda sobre o primeiro dia de aula. #tômesentindoadoravel #tome... Obrigada a todos que compartilharam e comentaram sobre meu vídeo na internet!! Facebook: https://www.facebook.com/raqueladoravel.oficial/ Instagram: raquel.a... CD – A MINHA VIDA MUDOU. Rivers of Babylon, Sugar Sugar, More Than I Can Say, Forever and Ever, Mississippi, Guantanamera - Duration: 12:40. lucasil65 - ProjeSom Eventos Recommended for you Inscreva-se no NOVO CANAL da KondZilla http://bit.ly/CanalPortalKondZilla Confira os lançamentos da KondZilla Wear http://bit.ly/kondzillawear OUÇA NOSSOS Hi... E aí homens, acertei? Me conta aqui nos comentários algo que eu não tenha falado no vídeo. Técnicas para a Cavalgada: https://youtu.be/sTdiYVe4FYM Aprenda a ... vem aprender como manter uma boa conversa e o que falar com aquela menina! Revelando segredos, valeu pelo like sz VEM FALAR COMIGO http://facebook.com/canalx... Os Vegetais Ester a Menina que Virou Rainha EMS Stúdios ... agora de a vez da história de Ester nos mostrar como é bom e agradável ter Deus como nosso Senhor e não se curvar diante da ...